De mim... para ele em mim

Data 17/11/2010 21:27:41 | Tópico: Prosas Poéticas

Escondes-te no intrínseco ventre prenhe de ser tu. Não vociferas liberdade aos grilhões do teu querer, permaneces calado, atordoado num corpo enfraquecido.... o meu.

Desistes na anestesia da razão, será isso que queres? Assassinares-te desengatilhado de mim?
Por vezes não percebo essa tua existência... o seres, pleno, belo, impudico, alado, selvagem, sonolento...

Porque esconderes-te envergonhado, se permaneces em qualquer tempo, penedo imutável à erosão dos ventos, que continuam a uivar gementes, nas encostas escarpadas dos dias.

Já não voas na brancura do dia como antes. Escondido, na noite que invade o quarto, vagueias nas páginas de uma história escrita, pelos fios sedosos da mente, enrodilhando o limite do real corpóreo. E vives para alem de mim, do outro lado que quer ser eu, livre ......em ti.

Não me percebo nem te percebo a ti doce fulgor

Escrito 15/11/10



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