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Data 06/11/2010 00:29:02 | Tópico: Sonetos
| Aconchego num tempo morno, um instante Em que o olhar desliza pela ramosidade ociosa Que o vento afaga, com um cuidado intrigante Sinto-me leve mas presa por uma airosa
Letargia, que me impele à dormência constante Finjo que não sou, não vejo e não estou curiosa Como pode a tarde ser tão reconfortante Se ali ao lado, a terra gira vertiginosa
Se o rio corre veloz, sulcando a terra árida Onde transbordará a enxurrada da vida E eu continuo olhando a ramagem ávida
De que o vento me dê na mansidão guarida Me tape com um beijo, que te roubou de fugida Quando te afagou os lábios, de vencida.
Antónia Ruivo Ler mais: http://escritatrocada.blogspot.com/
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