
DOIS VULCÕES
Data 05/11/2010 22:09:14 | Tópico: Sonetos
| Meus punhos são como o sol desbravador A aquecer as pedras magmas dos sintagmas Sofismas, filosoficamente em lágrimas O verso sai quente como a onda em calor!
Gestado por ventre único e ácido Pelo deus do amoníaco harmônico Lavas explodem dos meus versos crônicos São como lágrimas, borbulhando os plácidos...
Vulcões da mente, que não têm preconceitos Termas do mais fino e suave leito São feitos de energias fulgurantes!
Dando à luz aos quentes versos Sangues fluem dos meus olhos dispersos Em erupções dum coração delirante!
************************************************** VULCÕES 2
Um soneto que se agasalha do orvalho Despeja o calor do corpo na harmonia Ondas raiadas de sólis em piras À sombra do sol me protejo num carvalho!
Gentes gritando sem cessar à minha volta Me conduzem para o frenesim da poesia Tento me alongar numa alameda fria Mas ondas de calor me aquecem a aorta!
Já dominada pelo eixo do contexto Passo a rimar palavras de pretexto Esse quente universo me transporta...
Ao luxo intelectual que não existe Poesia é um moinho que consiste Em fechar espaços e abrir-lhe as portas!
Ledalge
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