
A espera de um poema
Data 04/11/2010 00:16:02 | Tópico: Poemas
| Deixo a mão pender sobre o silêncio E os olhos baixarem a âncora no teu mar, Pois nada mais me resta que esse sonho. Esse peso sobre mim, Folha branca a espera de um poema Sobre a tua escrivaninha. Calo-me e ouço os sons da tua boca E a mímica do teu corpo Traduzido por esses gestos Que me abarcam a alma inteiramente. Não me pergunto sobre o amanhã, Nem sobre as horas seguintes a essa agora. Não procuro saber o que serei E nem o que serás no próximo segundo. Cansei de prever o futuro. Apenas vivo. E nesse momento te digo convictamente E num sussurro em teu ouvido: És como a bruma que passeia Pela floresta virgem. És como a chuva que cai ligeira Depois de prolongado estio.
Frederico Salvo
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