
Naufrágio
Data 31/10/2010 16:14:38 | Tópico: Poemas
| Ó, mar torrencial Sua fúria me toma Sua fúria me domina Sua fúria me doma Ó, mar torrencial Tua fúria me chama Tua fúria me convida Tua fúria me apanha Ó, mar torrencial Tua fúria me revolta Tua fúria me apavora Tua fúria me desperta Mas agora me iludo nas profundezas De um oceano Desfruto e abuso da solidão Saboreio o ódio Envolvo-me com a opressão Mas se tu sabes que não mereço Porque persiste em me ajudar Se tu sabes que não é um direito sobre O qual contenho posse, deixe-me aqui, Deixe me afundar Só não deixe que minha ira afete aos demais Só não deixe que minha ambição tome conta de Sua casa, e destrua a paz, Deixe-me aqui Eu devo me salvar Pois só assim irei ver A paz em sua casa voltar Algo que escasso desde minha chegada E que irei restaurar A paz no mundo ira voltar.
Feito por Edson Felipe de Lima Pereira (meu irmão de apenas 11 anos.. postei sem ele saber kkk)
interpretação dele:
Mar torrencial deve ser interpretado como o pecado, a personagem que narra (ser humano), e a pessoa a quem ele se dirige no final (Deus) (dádiva) A personagem se sente culpada por destruir o mundo ao se envolver com o pecado e diz a Deus que ela mesma deve restaurar seus estragos e se converter ao seu favor, sem que ele a oriente de modo discreto. No poema Deus deve ser entendido como um dádiva A parte em vermelho enfatiza a idéia de que a personagem se sente incapacitada de conter uma vida sócial harmônica com os demais ( mundo) (não se sente bem vinda) A parte em azul dirigindo- se para a dádiva e descrita no texto como algo que ira salva-lo das profundezas do mar. Mas deve ser interpretado a um sentido em que ele diz que não merece as coisas boas traga pelo mesmo, que vai tira-lo da situação em que ele mesmo se colocou (se interpreta como diversas situações) O locutor no caso e o ser humano. Quando ele refere a casa de Deus ele se refere ao mundo .ao falar que esta iludido nas profundezas do oceano indica que ele se ve em uma situação desesperadora, sem solução, se vê ‘no fundo do posso’
|
|