
MIL TERÇOS
Data 31/10/2010 23:34:18 | Tópico: Poemas
| MIL TERÇOS
E só meus dedos magros Poderão contar as contas Enfileiradas do terço... Meus próprios dedos, Falanges fiéis de meditar
Rogo por mim. Sussurros De eu mesmo ouvir, De eu mesmo acreditar...
Confio. Digo E ouço a petição, Avalio, Defiro a oração, Recrimino, Dou-me a absolvição
Ladainha de mil endereços De redenção Condição feliz do mesmo lugar Em contas calculadas de marfim
Que importa? Um terço de se rezar é assim Impreca-se a reza... Uma hora dessas, de tão esgotada, Chega-lhe ao fim...
Rezar Mil terços Nem mais Nem menos
E que igrejas fechem-me portas E me excomunguem Se não mais aceitam carolas E suas cambotas espetaculosas De idiossincrasias
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