
ÁGUAS CALMAS
Data 18/10/2010 15:21:25 | Tópico: Poemas -> Introspecção
| Águas calmas desaguam nos meus braços, e minhas mãos são de flores, que desabrocham nos riscos do sol, acabado de nascer.
Levo a cidade solta no meu cabelo e percorro as ruas e ruelas, com um sorriso franco no rosto, de palavras elevadas ao Universo.
Minha casa não tem telhado, todo eu sou ar, terra, mar e céu, que se esparge pelas aldeias corriqueiras, com gente descansando à sombra das árvores.
Vejo para além do que me é possível alcançar e todas as sombras e silêncios, são meus, com a palavra liberdade, cerrando o meu punho.
Perco-me a meio a pessoas, que deambulam pela metrópole, com os seus afazeres, riquezas ou pobrezas, que tanto me dói, como um corpo jazendo no chão.
Flores espezinhadas pela ignorância, deixam-me quedo, e, crianças, na sua infância macia, brincam para afastar a fome e olvidar seu degredo.
Faz falta o amor aqui, a compreensão e admirar a natureza, nas suas mais lindas formas e unidos iremos fazer um Mundo melhor, para nos enamorarmos.
Jorge Humberto 18/10/10
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