
Vulto Evidente (Post IV)
Data 19/08/2007 21:05:47 | Tópico: Textos -> Amor
| É incrível, como as coisas mudam, com a excepção de um curto-circuito cerebral, é assim que lhe chamo ao estado a que eu cheguei. Não tenho melhor nome para o descrever; como tu, o teu nome não posso dizer. São tantos os momentos mortos que, parece estar a levantar-me da sepultura onde me largaram, e fiquei. A vida caminha para o fim, o fim caminha em meu encontro e eu?Eu, escondo-me por trás de mim para não encontrar o fim. Um ódio esquecido, para mim sem amor de pai, um momento um silêncio e escrevo o que não quero, porque sou eu quem escreve, e penso, posso estar errado. O meu olhar é-me estranho, e porque falso, penso, porque penso no bem e no mal. Como qualquer olhar esconde o que nos passa pela cabeça, digo, omite a verdade, para quem tem sentimentos, chega a ser falso mesmo que com razão e para com a razão. O meu eu, a manipulação. Diz-me, sentes o mesmo? Eu sei, sim estou a falar com um louco, com as mãos de um louco mas, e será que posso falar com mais alguém? Devo? Não quero, não posso e sofro. As mãos de um louco, não dizem pouco. São tantas as perguntas, tantos os sentimentos e remorso que até assim espero ser tentado. Sim, diz a minha mãe, o remorso é cúmplice da saudade. Não por mim ou para mim, o remorso são os outros, o remorso existe porque existem os outros. Os filhos da mãe.
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