
É PRECISO SALVAR O RIO TEJO
Data 19/08/2007 16:17:23 | Tópico: Sonetos
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Ah, que prazer, ver o rio correr sem pressa, Sentir do azul do céu a liberdade que espreita, Em todo o seu esplendor, com que arremessa O azul cristalino e subtil, que na água se deita.
Oh, meu querido, rio Tejo, quem te esqueceu, De tempos idos, o teu fulgor e a corriqueira Vontade? Até dos pescadores se esvaneceu A história tão tua, a importância domingueira.
Hoje tuas águas estão conspurcadas e nada Nem ninguém repara mais em ti; desconfio Que se os políticos fossem de índole refinada,
Tuas águas brilhariam ao sol da madrugada E não estariam como agora, presas por um fio, A pontos de se entregarem, de mão folgada.
Jorge Humberto 17/08/07
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