
Old life, of old King II – The Shadows…
Data 27/09/2010 13:52:05 | Tópico: Poemas
| Nota breve de autor: O poema que se segue é uma saga de seu nome: “Old life, of old King…” (“Antiga vida, de antigo Rei…”); Este conto em forma de poema será dividido em três a quatro partes sendo cada uma destas, constituída por quatro a cinco páginas; Sendo que está é a segunda parte do conto. Espero que gostem e que se envolvam… Boa leitura…
Caso ainda não tenham lido a primeira parte; aqui está o link da mesma: http://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=51631
Com os melhores cumprimentos Blackbird…
Old life, of old King II – The Shadows… (Antiga vida, de antigo Rei II - As Sombras…)
Vasculho dentro de mim. Procuro saber que sou; Grito por mim, Nem o eco me traz respostas… Quem sou? Quem terei sido… Abro portas de um labirinto Que sem eu saber há em mim… Sangue? Toda esta divisão dentro de mim Está repleta de sangue… Quem terá vivido aqui? Quem eu fui? Quem sou? Um papel no chão… Talvez esse diga quem sou.
"Eles vêm novamente eu sei! Sinto os tambores a retumbarem No meu corpo… Eles vêm aí e eu não tenho mais forças Não tenho forças para combater mais! As mulheres gritam Os homens estão desesperados… Eles são demasiados! E nós tão poucos! Deuses… Ajudem-nos!
Olho à minha volta. Tenho o olhar turvo Vejo à minha volta semblantes. Terei morrido? Não, isto não é o céu… Estou demasiado quente Para estar no frio da morte. Estou deitado? Sim estou deitado; Na minha cama… Os rostos delineiam-se A minha filha… As aias… Os guardas oficiais… Sim; Foi um pesadelo. Deuses! Tudo não passou De um simples pesadelo… Dizem que estive a dormir Num estado febril durante dias… E que gritava, gemia, urrava; Estava a ter pesadelos… Mas pareciam-me tão reais! Como sombras, Dentro de mim…
Os dias passaram… Melhorei e finalmente; Após dias e dias trancado Pude finalmente voltar a ver os campos E tudo aquilo porque lutei; Eu rei sem trono de escravos! Eu rei sem coroa… É bom estar aqui novamente; Sentir o cheiro da erva; O cheiro das agriculturas; Do trabalho… As crianças a brincar Por entre risos e ervas daninhas… É bom sentir assim o vento Que passa suavemente pelo meu corpo É como se por instantes O tempo parasse por aqui! Assim como eu... Para descansar; Para ver a vida Em todo o seu ousado E magnifico esplendor!
Por vezes desejo-me assim. Parado aqui, Sem as pressas que o tempo impõe! Mas eu sei Que a vida não é assim. A vida continua… Um dia eu já não estarei cá Já não poderei proteger toda esta gente… Quem o fará? Não… não pense-mos nisso… Ainda estarei cá Por muitos e muitos mais anos. Serei eu a protege-los; Como sempre fiz, E continuarei a fazer… Eu com a minha armadura… E a minha espada…
A minha espada… Cada vez me pesa mais; Cada vez me dói mais; Ter de a carregar à cintura. Parece que a cada dia que passa Ela pesa cada vez mais; E de cada dia que pesa Parece que dentro dela Existe sempre uma batalha A ser travada… Tentei descobrir; Com os meus simples dotes De aprendiz de ferreiro Mas nada detectei… Apenas sei Que é uma espada normal Comum de ferro. Como todas as outras que usei Ou vi usar. Nada mais e só isso…
Deixo de lado as memórias E nesta paz adormeço…
Luto novamente… Contra tantos; E eu tão só! Será sonho? Um pesadelo da antiga batalha Em que defendi a minha aldeia E todos os que amava? Não… Esta é diferente. O Inimigo não é o mesmo. Mais hábil, Mais rápido, Defende-se e executa melhor os ataques Que impinge contra mim… Eles são tantos… Todos iguais… Iguais… A mim! São todos; Eu! Que pesadelo este em que luto Só e contra tantos… Eu…"
O pergaminho está borrado E quase, Diria que por tentativa; Queimado… Quem escreveu isto, Ou quem aqui o deixou; Não queria que ninguém lesse isto… Mas quem terá escrito isto? E porque queria esconder isto? Terei sido algum dia; Eu?
O segundo da saga.
Aqui está o link do primeiro: http://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=51631
Com os melhores cumprimentos: Blackbird
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