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A LUZ DOS SONHOS
Sentas-te agora, na cadeira ainda vazia,
Acendes um cigarro, por ti enrolado,
Descansas serena, foi mais um dia,
Que num instante, se fez passado!
Pensas no que fizeste, juízo final,
Tecendo o teu ser em tenaz fobia,
Culminar dum dia talvez desigual,
À besta-quadrada da monotonia.
Bebes um copo de uma golada
Matas a sede que vive em teu peito,
Descansas a cabeça sobre a almofada,
Para adormeceres, sempre do mesmo jeito!
Acordas prematura, no marasmo
Esvai-se o sonho poderoso de seres tu,
Deixas escapar do ventre um vil sarcasmo
E levantas-te a guindaste em pano-cru.
Serenamente contorcida, engelhada
Buscas uma vez mais aquele sonhar,
Querendo a luz, brisa dourada
Que se apaga sempre, ao acordar.
Regensburg
30-08-97
Beija-flor