
Dandara e Pompeu
Data 07/09/2010 22:36:08 | Tópico: Poemas
| Não, minha doce amada, Dandara. Não sou nem um vil camponês. Tenho sítio e boa renda por mês Para te cobrir das jóias mais raras!
Tenho pomares, animálias e hortaliças. Vê a silhueta dos montes? Tudo é meu. Mas abdico de tudo pelo peito alvo teu E por um beijo em tua boca purpurina.
A casa que tenho é grande e avarandada De onde veremos o sol nascer e fenecer Sentados na escada, linda menina Dandara, Sem intenção de nada do mundo. Nada. O mundo ser, amante amada, só eu e você.
No fundo do nosso quintal tem belo regato; Farto; flui musicalmente em todas as estações. Ali nos amaremos a sombra de um carvalho, Testemunha única dos tantos enamorados Que já lhe riscaram o tronco com mil corações.
Lá, Dandara, já estão nossos nomes gravados, Dentro dos riscos cuneiformes entrelaçados: “ Dandara e Pompeu... Eternos namorados!”
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