
Na madrugada
Data 04/09/2010 03:52:50 | Tópico: Poemas
| Neon perece na fremente aurora. Esmorece na boca da última puta. Seus dentes tombam,uma ferida infeccionada reveste-se de esperma. A licenciosa decadencia atinge-me na miséria Desejo apenas a pequena morte.
A futilidade apaga-me,a identidade desaparece A hipocrisia aparta-me da tristeza e o afago da solidão Corrompe a lívida liberdade.
Não posso reprimir a sensação de esgotamento Caminho autômato como vivo,resido em uma cela.
Nenhum carro atravessa a avenida,lama afoga-se na poluída pobreza. Janelas fechadas confessam crimes ocultos Uma garrafa parte-se. No que resta da madrugada meus olhos pregam-se Enquanto uma criança é esfaqueada e atirada no rio. O sangue chega aos meus pés.
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