
Medo Da Chuva
Data 15/08/2010 18:49:57 | Tópico: Poemas
| Tempestade tenebrosa e fora de hora O que ao meu Amor causa muito medo. Não digo mais medo. Digo agora receio Dos relâmpagos em mil ramos lá fora.
Receosa se recolhe e se enrosca em si. Seus olhos atônitos percorrem o espaço. Quando eles se encontram em mim Vem desesperada para os meus braços!
Não faço nada. Deixo-me estar e a sorrir. Pois ela mais me aperta a cada estrondo Quando a luz azulada invade o cômodo Beija-me num momento único... Sem fim!
Lá fora o vento sacode nossa velha roseira. De fundo os risinhos das pombinhas juritis Ocultas e esparramadas pelas tantas rameiras Da gigantesca laranjeira existente ali.
Orquestra musical dos infindos pingos caídos, Perdidos entre as flores do meu belo jardim. Lavam as minhas begônias, tulipas e lírios. Avivam as pétalas das violetas e dos jasmins.
As águas descem em cascatas para os rios, Numa labuta bonita percorrem os confins Do mundo subterrâneo, escuro e tão frio Nunca pensando por um Salvador Dali.
Nada faço. Deixo-me estar e a sorri. Pois ela mais me aperta e se assanha. Como sempre a chuva termina na cama. Quisera eu que todo dia chovesse assim!
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