
O LIVRO E A NATUREZA
Data 12/08/2010 18:20:51 | Tópico: Poemas
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Sento-me nas falésias de mármore contemplando o mar e os rochedos pontiagudos, emergindo das águas, salpicadas de verdes e de corais.
Abro o livro no ponto exacto onde o deixei, na madrugada de ontem e ponho-me a folhear, conforme vou lendo com avidez, a história que ele me narra.
É um folhetim policial e conta-nos a história de um detective solitário, que tem poucos a quem chamar de amigo e faz da sua profissão, o seu modo de vida.
Uma brisa fresca sobe pelas falésias vinda directamente do mar, mas abaixo, refrescando-me e dando-me alento para pôr o livro de lado, contemplando a natureza.
É majestosa, no seu estado natural, e consigo descortinar à distância um ponto negro, a horizonte, tratando-se provavelmente de um navio, indo para parte incerta.
Certo é o caminho, que farei de regresso à cidade, agora que satisfiz a minha curiosidade junto à costa, donde as ondas são como cavalos de encontro aos rochedos.
Antes de me ir pego no livro com cuidado e tacteio com volúpia, numa satisfação íntima, o manuscrito, que deixei para ler com entusiasmo mais tarde, quando a noite se anunciar, de novo.
Jorge Humberto 12/08/10
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