
POEMA AO ACASO
Data 04/08/2010 18:03:20 | Tópico: Poemas
| Parto o relógio de pulso de encontro às ondas Deixo o tempo correr sem velocidade nem distância Agarro uma estrela e sento-me nela Sou o motivo lunar em expansão O gemido que a garganta lança ao vento É uma folha de prazer e eucalipto Uma folha de hortelã Qualquer coisa de misterioso e profano Então agarro um raio de luz com as mãos Com o giz de sangue e saliva Escrevo nos céus o romance ideal De um coração que se encontrou Imergiu do Pólos e naufragado Deu à costa numa paixão esquecida Contam os marinheiros que foram felizes Nas tardes amenas e secretas Sentados numa esplanada de Verão A braços com uma cerveja E um beijo
António Casado
18 Julho 2010
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