
Retrato da memória [6]
Data 01/08/2010 15:44:41 | Tópico: Textos
| Quatro e meia da manhã de um Agosto qualquer. O silêncio da noite é interrompido abruptamente pelo toque do sino a rebate. De um salto, toda a gente se mete de pé, ainda atordoados pelo inesperado que lhes interrompeu o sono a meio da madrugada. O que foi, o que não foi, todos se interrogam ainda meio estremunhados enquanto se vestem à pressa e correm para o meio da rua à procura de respostas para tamanho alvoroço. Nem precisavam ter saído de casa sequer... bastava assomar a uma janela qualquer que logo encontrariam as respostas. A começar pelo cheiro a queimado seguido do espectáculo de um certo cordão luminoso com línguas de fogo a lamber a escuridão no monte mesmo defronte. É o medo! O pânico a crescer! - Não há tempo a perder; munidos de baldes e roçadoiras em punho, toca a correr que é preciso apagar o fogo antes que ele nos entre pela casa adentro e nos leve tudo o que temos!
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