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Data 30/07/2010 12:38:39 | Tópico: Poemas
| Tardam as horas, que passam lentas Tarda o cantar do galo As manhãs floridas, uma raposa Fica presa na retina De quem espera na madrugada Que o sol nasça, ao sul
Tardam os dias felizes Alegres como petizes Tardas tu ao meu olhar Teima a lua em minguar E o céu a ficar estrelado O sol a tostar o trigo ondulado Tardo eu a vislumbrar A tua sombra na estrada Uma aguarela desenhada Que conduz ao paraíso
Aquele que um dia pintei No meio da planície imensa Uma casa branca, desenhei Lá ao fundo um loureiro Mais abaixo o ribeiro Onde iremos lavar a alma Pintei também uma ameixeira Com ameixas suculentas Acolá uma oliveira Onde adormecem poetas Debaixo da sua sombra Num dia de calmaria Desenhei á luz do dia O teu sorriso Ao olhares a aguarela Onde estendi o paraíso.
Antónia Ruivo
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