
Poema Propício Para Hoje
Data 26/07/2010 22:12:59 | Tópico: Poemas
| Sério Que isso nem Freud explica: Esses tipos de mentes doentias Que carregam dentro do cérebro Aquilo que se leva dentro das tripas.
Que usam e abusam da tecnologia Para causar ao semelhante tantos danos. Que possuem o pior dos defeitos humanos Que, fora o desamor, é a covardia.
Sério que procuro mas não entendo Como certas mentes dementes e doentias Desperdiçam o valioso e sagrado tempo A procurar pelas desavenças e as intrigas
E encontra imaginação para os ódios tantos Enquanto a pia da cozinha cheia de vasilhas E a máquina de lavar transbordando panos.
Quanto mais eu rezo mais me assombro Com essas verdadeiras e marmóreas Ruínas Vivas que ando pelo caminho trombando;
Com essas princesas que me cheiram a sapas De um lodaçal que exala essências maldosas. Dessas senhoras ocultas atrás de uma fumaça, Ventrudas, desumanas, fúteis, inúteis e mentirosas.
Com essas pedras porosas, feias e frias; Com essas cavernas fechadas e fodidas Que exalam azedume, restos e escombros...
Com esses seres saídos não de uma vulva Mas de um orifício conhecido, ali por perto, Que me cheira odores vindos de cemitérios A fogo e enxofre do quinto dos infernos Onde merecem arder tais bestiais criaturas;
Com essas casas imundas de piscinas sujas, Essas almas ressequidas que abominam o Amor, Que preferem continuar sendo cavernas escuras Ao invés de construir um jardim em si e em flor.
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