
DIA CINZENTO
Data 26/07/2010 19:55:54 | Tópico: Poemas -> Tristeza
| Que dia tão cinzento Que amargura a minha alma Que me guarda numa lamúria Que me cega e provoca sufoco Que me mata e me desvia Dos dias da alegria tão desejada.
Passei horas de sufoco Enrolado na escuridão Agarrado a pensamentos Que bem no fundo do coração Teimam em manifestar-se E fazerem-se sentir.
Sempre que de olhos fechados Te tentava esquecer A saudade invadia meu corpo E teimavas em aparecer Iluminando o meu caminho Tornando-me um novo ser.
As mágoas por mim passaram Preso nesta solidão Pensando em quando te rever E nos quadros da minha paixão Escrevia o teu nome na carne E também no coração.
Teu sorriso nunca será esquecido Pois tinha calor e emoção E teus olhos cintilantes Dão novo brilho a este ser Que outrora se houvera esquecido De quão bom era viver.
E solitário por natureza Embriaguei-me no prazer Das lembranças da tua beleza E no charme que te envolve E de coração fragilizado Imaginei-te mesmo a meu lado.
Que bom sonhar e ser amado Que bom saber que a vida volta Pois não se pode perder Sem ser declarada tal derrota E enquanto as forças nos erguerem Lutaremos sem igual.
Mas a teimosia da realidade Fez questão de me acordar E perceber que a vida é dura E tem obstáculos a percorrer Que nem sempre são vitórias Tantas as vezes do perder.
Por isso o dia cinzento Fez questão em me prender Entregue à memória Do que poderia acontecer Se juntos não pudéssemos ficar Sem tão pouco o tentar.
Rendido ao pensamento Passei horas a chorar Lágrimas que parecem sangue Mas que insistem em rasgar E que no percorrer do meu corpo Sobre a alma se vão deitar.
Foi um dia… Dia cinzento Dia frio e mal amado Dia eternamente amaldiçoado Qual presente envenenado Feito para me fazer sofrer.
Poema Original de Paulo Gomes (Gondomar) Poema incluído na obra "O Choro da Alma" a ser editado em Setembro através da WorldArtFriends - Corpos Editora
Blogs do Autor: http://sonhadoracordado.bloguepessoal.com/ http://ochorodaalma.blogspot.com/
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