
INSACIÁVEL POESIA
Data 23/07/2010 20:45:58 | Tópico: Poemas
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<img src="http://i39.tinypic.com/339n0hg.jpg" border="0" alt="Image and video hosting by TinyPic"></a> INSACIÁVEL POESIA
Soltam-se as amarras Batem ao de leve E bailam guitarras Afinando as cigarras No fundo da sede. A brisa me leva Sem saber tricotar A erva e o verde Que me mata a sede Neste madrugar. A chuva se apaga, De braços abertos No fim duma vaga Marcada na chaga Dos passos incertos. E salto a colina Mergulho nos olhos Por trás da cortina Que trouxe ao de cima Saudades aos molhos. As nuvens se unem E bradam ao céu Os raios se fundem Na podre ferrugem Que me corroeu. Invento outra asa Tento mais um risco No gelo da casa Que vazia arrasa O ser e o existo. E durmo no acto Embargo no feito E assino o pacto De ser e estar farto Neste estar perfeito. E cravo no torto Toda uma mestria O sol nasce morto Dando reconforto Onde não havia.
Agora eu percebo As coisas vazias A água que bebo No tarde e no cedo Não sacia o degredo Das minhas poesias.
Regensburg 21-07-2010 Beija-flor
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