
ESCARNECENDO DE MIM MESMO
Data 07/08/2007 15:56:08 | Tópico: Sonetos
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Não me conheço mais. Engordei sem fastio. Aliás, para ser sincero, este não sou eu. E defronte do meu espelho um soberbo navio Mal se sustém no mar do quarto que era meu.
Que fizeram comigo, cambada de psiquiatras? Era suposto a depressão ser um analgésico. Não! Vi-me rodeado de loucos e de Pederastas. Que drogas inoculei? Mais pareço paraplégico.
Quem me tira daqui? Ouço ao longe exclamar. Até que eu era belo. Ou pelo menos não feio. Escuto das moças que passam, para reclamar.
Se para alguma coisa ainda sirvo – subjacente Ou no cimo, tomando tento do nervoso freio –, Que o diga agora ou se cale para todo sempre.
Jorge Humberto 05/08/07
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