
Nunca tua flor eu fui... da Série " Canções e Re-Versos"
Data 20/07/2010 23:30:06 | Tópico: Prosas Poéticas
| Não sei se sou Flor,
Mas sei dos espinhos que a dor por ti causada evoca, Por isso quero apenas decifrar o desconforto do abandono, E com isso degustar o sal que verte, Esmiuçando o que dói, Deixar que emurcheçam os poros...
Por isso permite que agora eu vá,
Não deixa o teu riso cruzar com meu pesar, Teu rir é incompatível com o meu chorar, Teu brilho de sol ofusca meu lívido luar. Portanto desta vez, deixa que eu vá...
Pensei teu Sol a iluminar meus dias, Raios teus que me cabiam, Pratas do meu luar ávido e enternecido Porém pequei pus minha alma da tua assim tão perto Não houve encontro, e sim deserto,
Escuro e solidão...
Quando tu despontas já estou a me aninhar Ao teu deitar solene, sou eu em prata a brilhar, Razão porque esse encontro certo nunca não dará... Ciclos que se fazem, desfazem e refazem, Eterno desencontrar.
Nunca tua flor eu fui...
O que sonhei, desfiz, Com o teu destituir.
“Espinhos somos no caminho de nossas próprias flores...”
“Tire o seu sorriso do caminho Que eu quero passar com a minha dor Hoje pra você eu sou espinho Espinho não machuca a flor Eu só errei quando juntei minh'alma a sua O sol não pode viver perto da lua...” A flor e o espinho: Nelson Cavaquinho, Guilherme de Brito, Alcides Caminha.
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