
sete e tres quartos...
Data 20/07/2010 00:19:22 | Tópico: Poemas
| selado sem data recebido e negado inalterado e revirado por dias e noites
(mágoa deslavada acorda magra) sei que ainda vivo nesse caderno em que a palavra acerta vem como sinal no peito como se abrissem folhas por dentro muito mais vezes que o corpo longe
(seu amor é uma garantia em pedaços) daqui avisto as estrelas caírem do céu e eu de cada página do seu caderno como quem colhe saudades como quem não diz adeus porque não vai embora...
(sete e tres quartos) entre sofrimento e o nada fecho firmemente os olhos até tudo ficar negro mas nunca fica completamente negro e ainda respiro na folha...
torno-me imortal e depois morro como ponto final do caderno ponto final do destino de quem não é...
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