
SONETOS FEITOS EM SANTA MARTA 3
Data 18/07/2010 10:25:13 | Tópico: Sonetos
| 201
cimitarras na cintura a esperança logo em frente cada verso que apresente a verdade se assegura noite clara ou mesmo escura coração tolo demente onde quer que se apresente na verdade não perdura e se tanto se propõe o meu mundo recompõe verso e canto aonde pude persistir após a queda e a saudade inda se enreda no que resta em juventude.
202
a destreza em que porfia quem deveras não se cansa traz no olhar esta esperança e deveras poderia traduzir em agonia a batalha em dura lança o meu canto em confiança não se trama em novo dia esgarçando o corte enquanto noutro passo eu te garanto traz bem mais que a liberdade alço o sonho mais voraz quando a noite enfim me traz muito mais que a mera grade.
203
nesta praça em barricada balas, facas, canivetes e deveras me prometes noutra face esta alvorada a mortalha desenhada e tampouco me arremetes onde tanto já refletes a verdade delicada outra voz se poderia onde nada em fantasia diz do muito que me resta o meu canto em voz funesta ou meu ermo caminhar onde tanto quis luar.
204
aplacando em festa e riso os temores que me trazes dias duros e mordazes em momento mais preciso passo enquanto tão conciso lua deita em tantas fases a verdade que me trazes já não traça em prejuízo o caminho onde se busca a verdade mesmo brusca e deveras traz consigo a palavra abençoada e se tento outra jornada encontrando o que persigo.
205
na batalha dia a dia as certezas são diversas e se tanto queres versas entre luz cor e folia o meu canto em harmonia galopando já dispersas esquecendo desconversas o que tanto eu poderia Ter comigo e já não trago Muito mais que mero afago A certeza de um imenso Sonho aonde a cada fato Noutro tanto ora constato O caminho onde compenso.
206
um galante camarada em momento mais suave onde tanto já se agrave a emoção que desdenhada muitas vezes dita nada e se tenho em sonhos a ave superando qualquer trave desenhando uma alvorada mantas crio do passado e se tento este legado sonegando o que era dor, ao verdugo este holocausto a quem amo um raro fausto neste verso em sonho e flor.
207
males tantos que confisco do meu mundo em voz venal invadindo o vago astral cada passo enfim arrisco e se tanto não petisco outro dia sempre igual num sobejo ritual arranhando o velho disco, sendo assim o quanto pude e deveras magnitude divergente desta estrela que em noturna companhia tantas vezes poderia no final, somente vê-la.
208
ornamentos festas guizos e cenários incompletos onde cantos prediletos espalhassem prejuízos entre dias imprecisos abortando os sonhos fetos e se tanto sigo em retos caminhares, paraísos. Outros erros cometidos E se tento em vãos olvidos Regressar por onde vim , No final de cada queda A saudada não se veda Dominando tudo em mim…
209
das trombetas o sinal a mortalha se fizera solidão ditando a fera num momento terminal, ouço bem e invado astral onde a noite não espera da saudade torpe esfera um caminho desigual, dessedento o quanto pude e se tento esta atitude noutro rumo ou mesmo engodo do vazio que sou eu o que tanto se perdeu já não dita mais o todo.
210
como um sol em manhã clara a certeza de outro dia ao traçar em poesia o que a vida não prepara, novamente se antepara o meu canto em poesia, e o meu mundo poderia ser diverso em tal seara, certidões diversas trago e se tanto o sonho afago alagando em voz suave, o meu manto já puído da esperança algum ruído coração libertando a ave.
211
ao buscar o regozijo de que tanto quero bem eu procuro meu também nesta troca que eu exijo e os meus erros se corrijo no caminho do desdém tanto amor, amor detém neste sonho onde eu erijo o lugar abençoado pelas ânsias do passado na verdade mais sutil, o desenho se mostrando muito mais do que ora quando noutra face ressurgiu.
212
tiras tantas destes panos onde tanto quis buscar as estrelas e o luar coletando velhos danos e se tanto em desenganos novo tempo a se aflorar beijo a boca devagar em momentos soberanos. Quando muito quis quem tenta Perceber qualquer tormenta Que atormente o dia a dia, Levo em mim esta esperança Onde olhar a sorte amansa E traduzo em poesia.
213
nos campos deste inimigo a seara compartilho com quem tanto em estribilho caminhara ora comigo, e se o beijo em ti persigo na verdade tento e trilho coração velho andarilho não entende mais perigo, resolvendo o meu cantar onde pude no luar desvendar a rara prata, a saudade quando vem na verdade diz do bem que decerto me maltrata.
214
ao responder na presença quem deveras procurava a saudade já se lava e deveras me convença da palavra em recompensa mesmo quando em dura trava a certeza mera escrava não comporta a desavença esperança não sacia quem deveras faz do dia muito mais do que pudera ao vencer os meus temores seguirei aonde fores com certeza a mansa fera.
215
tu te alavas com o sonho onde tanto se faz mais enfrentando vendavais o meu mundo recomponho na verdade em tom medonho ou nos transes informais gero tons originais e deveras me proponho caminhante do futuro no passado ora procuro estas trilhas convergentes e se tanto quis o brilho coração deste andarilho noutra face me apresentes.
216
onde tanto te defendes em armadas ilusões muitas vezes tu me expões mesmo quanto não te ofendes, e se entranho o que desvendes busco novas direções procurando soluções não emprestas sequer vendes, ouço o canto em concordância já não posso em tal ganância perceber outra verdade senão esta que me deste mesmo sendo mais agreste coração com fúria brade.
217
não ousando sair quem vence os dias com sorrisos entre tantos prejuízos já não posso mais desdém da verdade se retém os caminhos imprecisos e desenho em tais concisos desenhares de onde vem quanto muito quero a messe de quem tanto ora obedece os anseios da paixão ouço a voz em magnitude e se o canto ainda ilude novos tempos moldarão.
218
o meu tempo já te aguarda depois deste que percebes e se adentro tuas sebes a certeza toma a guarda e deveras não resguarda cada gota que te embebes e se nada mais concebes já não vejo pose ou farda, quero apenas o caminho onde tanto eu adivinho a beleza que se vê noutro rumo desenhada mesmo quando em erma estrada a razão não sei por que.
219
os amigos sei somente os que um dia conheci noutro tempo em frenesi coração já não atente e deveras não invente o que vejo agora aqui ardiloso me senti ou decerto impertinente. O medonho caminhar Diz do tanto procurar E sem Ter razão sequer, No que tange ao mais sutil Novo tempo se cerziu Bem diverso do que quer.
220
para os que te ajudem tanto a certeza de outro dia onde reina a poesia e se quero ainda canto no caminho me adianto e a certeza poderia traduzir a fantasia que deveras não espanto, rege em mim a luz que quero e se agora sou sincero fero fui e não sou mais, enfrentando furacões em diversas dimensões bebo os fartos vendavais.
221
boníssimos cavalheiros a princesa desejara noutra face da seara raros belos bons canteiros e os seus dias costumeiros onde a sorte se prepara novo canto que escancara riscos velhos, corriqueiros os desenhos se perdendo da verdade este remendo nada traz senão um risco mal traçado e maltrapilho onde em sonhos não palmilho coração demais arisco.
222
nem palácios nem as damas a verdade traduzira novo sonho outra mentira onde tanto queres clamas e deveras sem as chamas já não vale mesmo a pira, o meu mundo em vão se atira nos vazios destes dramas, resta em mim apenas isto o que tanto inda resisto e não posso conduzir deste arquétipo bisonho o meu mundo em ledo sonho já sonega algum porvir.
223
no meu verso eu aproveito e desenho outro momento onde teimo enquanto tento dia claro e satisfeito a saudade toma o leito e não deixa o sofrimento mergulhar em ar atento e se eu posso e me deleito resoluto caminhante do que tanto a cada instante pude mesmo ou não queria restaurar o meu caminho se do nada me avizinho noite imensa sempre fria.
224
minhas mãos já não procuro e se tanto quis sossego a verdade em desapego dita o rumo quase escuro o meu chão deveras duro onde tento algum apego a saudade onde trafego traduzindo mais que o muro nele vejo outro cenário mesmo quando temerário transcendendo ao meu querer, na verdade posso ou não em dispersa direção traduzir dor e prazer.
225
tu percebes quando falas os olhares mais sutis de quem tanto já te quis almas tolas e vassalas entre tantas avassalas e reinando por um triz dos prazeres tendo o bis noites claras, belas galas esquecendo o que perdido encontrara em raro olvido desvendando outra promessa a saudade dita o rumo e se tanto assim me esfumo o cenário recomeça.
226
nos reinados do passado os castelos que erigi este amor revivo em ti e se bebo este legado novo mundo desenhado onde tanto percebi o maior que sei aqui noutro fado encaminhado, riscos tantos, erro farto cada passo que reparto a partilha se fazendo, mas no fundo o que percebo nosso amor, mero placebo minha herdade, vão remendo.
227
encolerizado peito de quem tanto se pudera perceber em bote a fera e decerto insatisfeito quando salto e me deleito ouço a voz desta quimera que se tanto já me espera no caminho dita o leito e resume e mal redime o cenário deste crime climatiza em verso e luz o meu canto iridescente no passado se apresente e ao futuro me conduz.
228
o delgado caminhar entre rusgas, riscos, ventos olhos fixos quando atentos desvendando a luz solar, resumindo a cada olhar os meus erros sofrimentos entre tais discernimentos mal pudesse caminhar, ascendo ao mais diverso desenhar em canto e verso bebo a sorte que inda possa traduzir delicadeza e trazer rara certeza renegando qualquer fossa.
229
a saudade diz da carta onde outrora me escreveste e se tanto sei como este caminhar já se descarta o meu passo não se aparta do delírio que reveste quando o passo ora se investe e a saudade não reparta resoluto este andarilho que entre sonhos eu palmilho e polvilho luz enquanto o que eu possa ou mesmo tento ao sentir o envolvimento tanta dor agora espanto.
230
ao dizer o quanto espero deste sonho mais audaz a ilusão na qual se faz um caminho mais sincero no resumo deste fero desenhar em medo e paz o que tanto quis tenaz e falaz já destempero, quando resolutamente a verdade se apresente e moldara novo rumo, o meu canto sem sentido o desenho percebido pouco a pouco em vão escumo.
231
o sonho se descobre e nisto se mostrando no olhar que quis mais brando ou mesmo manso e nobre o mundo se recobre e nele em contrabando o corte desde quando cuidado se redobre no dobre de algum sino o fim que determino nos ermos de minha alma, o manso caminhar e nele desenhar o quanto não me acalma.
232
a noite que se atrasa o medo quando alheio caminho onde rodeio tocando a velha casa e nisto tanto abrasa enquanto o vão rodeio escuto em devaneio liberto o sonho em asa, alçando este domínio tomado por fascínio e neste ponto então acerto os meus ponteiros e sei dos derradeiros momentos/ solidão.
233
como olhar tristonho e vago navegando sem destino no meu canto determino passo aonde o risco afago e se tanto quero e trago outro tempo onde domino o meu passo e me fascino num momento manso e mago. O caminho mais audaz O desejo sempre faz Novo rumo para quando Percebesse a maravilha Onde o sonho em paz se trilha Meu cenário desenhando.
234
um diverso sonhador entre tantos vida afora o que posso e nos decora traduzindo imensa dor, o meu canto em furta cor o momento sei de outrora e no quanto desancora morto o risco sem louvor, esquecendo o quanto pude e se tanto ou amiúde nada levo desta vida, o meu sonho se traçando noutro olhar suave e brando a verdade não duvida.
235
esta torre em fortaleza outro rumo se traduz no caminho em contraluz esboçando uma beleza na diversa natureza e no verso reproduz cada cena onde seduz o que sei com tal destreza, não me nego ao que pudera definir em mansa espera numa esfera bem diversa, o meu mundo se liberta a verdade sendo incerta noutro rumo já não versa,
236
ao entrar tão mansamente nos meus ermos mais profundos encontrando vários mundos onde tudo se desmente o que tanto se pressente corações mais vagabundos entre dias mais fecundos o vazio se apresente. O meu rito revoltoso O caminho pedregoso Caprichoso desenhar Entre tantos caminhares Em meus braços mal notares A vontade de te amar.
237
um agravo tão enorme traduzindo medo enquanto na verdade se me espanto coração morto ou disforme noutra face se transforme e bebendo o desencanto resumindo em prece e canto onde o sonho já não dorme, não mergulho neste errático delirar e sei temático cada verso que hoje faço esbarrando no vazio onde o todo desafio percorrendo passo a passo.
238
as palavras sendo vagas já não dizem da verdade onde o todo não invade e decerto não afagas outros tantos sei que apagas e negar realidade noutra ermida a falsidade com terror prediz as pagas. Esboçando reações Entre tantas dimensões Nada tenho perco o rumo E se tento algo diverso Com certeza eu me disperso E no vão enfim esfumo.
239
a verdade não se esconde nem tampouco poderia traduzir na fantasia este amor sem eira ou onde já perdera o velho bonde e cerzindo alegoria nesta farta hipocrisia nem o sonho me responde, esquecera qualquer fato e se tanto em vão retrato meu olhar sem direção esvaindo pouco a pouco na verdade quase louco, busco alguma provisão.
240
este mar onde navego sem paragem nem redoma onde o coração se doma num caminho quase cego alimento assim meu ego e o delírio já não toma a certeza que se soma no terror aonde emprego verso aquém do que pudera e se teimo em tal quimera morte cevo a cada dia, no marcante delirar onde possa navegar, eu jamais atracaria.
241
a verdade inexorável não permite mais perguntas almas sempre andando juntas num caminho mais amável outro tempo demonstrável e se tanto assim ajuntas as verdades em que assuntas ditam noite desejável. O risonho desenhar Onde outrora desdenhar Fosse apenas a verdade O ferrenho mar que trago E deveras noutro afago Toda a dor agora invade.
242
nas entranhas deste monte outras tantas percebi e se tenho desde aqui meu olhar neste horizonte onde a sorte já se aponte e descrevo em frenesi o que tanto vi em ti gero amor em rara fonte, mas vazios corações onde tanto recompões os teus erros costumeiros não produzo nem daninhas nestas sendas que são minhas nos inúteis vãos canteiros.
243
permitindo este cruel caminhar em espinheiros ledos dias, derradeiros busco ao menos este céu onde tanto em carrossel procurasse verdadeiros caminhares lisonjeiros desvendando o meu papel, um ilhéu sem mais proveito o que tanto agora aceito não se mostra quando tento vestir sonhos mais audazes e se tanto nada trazes bebo apenas mero vento.
244
refazendo estes favores entre tantas heresias tu bem mesmo poderias nos caminhos onde fores entranhar diversas cores e quem sabe claros dias entregando em poesias os sorrisos, dissabores, olhos tanto em tez suave coração diversa nave não sossega enquanto voa, a saudade dominando o meu ar agora brando a minha alma adentra a proa.
245
a minha alma em tantas prendas satisfeita na verdade quando o sonho já me invade aos delírios tu te rendas e se tanto aos meus atendas no caminho em liberdade bebo imensa claridade e sei quanto mais estendas minhas mãos procuram cais e cenários magistrais desenhados nos teus olhos , no canteiro da esperança minha voz em temperança já não quer ver mais abrolhos.
246
mão alheia que se adorne em poemas, meu anseio tanto amor em devaneio a certeza nos transtorne e deveras já se entorne sem temer qualquer rodeio, dos delírios sigo alheio sem desdém que inda retorne, vago em noite caprichosa e deveras sorte goza da beleza incomparável de quem tanto fora minha e decerto se avizinha deste rumo imaginável…
247
no caminho onde te abrace companheira de ilusões na verdade tu me expões muito mais do que se trace ao mostrar suave face e deveras dimensões geras novas emoções e o cenário em paz se grasse resoluto este andarilho quando os sonhos teimo e trilho adentrando paraísos, os meus ermos escondidos noutros tantos resumidos dias claros e precisos.
248
nos teus arvoredos tantos as veredas mais tranqüilas e se agora tu desfilas bem diversa dos quebrantos os meus dias, meros cantos e decerto em paz destilas os cenários que perfilas entre mansos, bons encantos, resvalando esta deidade na sublime divindade o meu sonho se aproxima e bebendo tua pele ao delírio me compele aprazível, novo clima.
249
entre flores, belo fruto deste amor que se fez raro o caminho onde declaro tanto gozo que desfruto na verdade não reluto e mergulho em tom mais claro o meu mundo eu escancaro com olhar manso ou astuto, resoluto não me canso e se tanto em ti remanso procura a vida inteira na verdade me seduzes e traçando novas luzes deste sonho uma bandeira.
250
dando as mãos a quem pudera ajudar na caminhada vendo a sorte desenhada muito mais que mera espera o reinado desta fera noutra face dando em nada, a verdade desenhada no caminho se tempera e resolvo com palavras o que tanto em sonho lavras e permites muito mais do que outrora se veria já não fosse a poesia em tons claros, magistrais.
251
quando em almas antepões os caminhos discordantes muitas vezes me garantes outras faces dimensões e se bebes os verões e terás as degradantes esperanças delirantes onde nada recompões resumindo em verso o quanto poderia e não garanto outro rumo em paz ou guerra a verdade não descerra o cenário onde eu me espanto e a certeza nunca encerra.
252
o que tanto reconheces na verdade não mais diz do que tanto em cicatriz muitas vezes já não teces outros dias em benesses o caminho este aprendiz ao gerar a cicatriz não respeita medo ou preces, esquivando enquanto pude conhecer a plenitude da esperança mais audaz o meu manto já puído o meu mundo destruído e ninguém me satisfaz.
253
empobrece o coração cirandeira madrugada na varanda desenhada noutra velha dimensão ouço a voz desta emoção e se tento ou vejo o nada a certeza desolada outros tempos mostrarão não presumo qualquer fato e se tanto me retrato no caminho aonde tento vestir sorte mais feliz o que um dia o mundo quis já perdera em torpe vento.
254
o que o tempo não escolhe a verdade não sacia ouço a voz da poesia e o caminho se recolhe no que tanto a vida encolhe e transcende ao que eu queria ergo o olhar onde podia e a saudade em dores molhe, o meu canto não transmite o que segue sem limite ou palpita no meu ser o marcante caminhar adentrando este sonhar desvendando o meu prazer.
255
do teu corpo sei riquezas que jamais esqueceria e se tanto poderia dos teus olhos, meras presas as palavras e incertezas traduzindo em fantasia gera nova alegoria e promete sobremesas, resto aquém do que pudera ao saber em ti a fera na tocaia a cada instante o meu beijo em tom suave o teu canto não agrave este amor que se adiante.
256
anteposto entre os caminhos divergentes, mas alheio ao que tanto quero e veio coração entre os daninhos delirares tão mesquinhos no resumo em que rodeio outro tanto me incendeio e de ti procuro vinhos, alço o sonho mais fecundo e se tento e já me inundo da verdade que me deste o meu canto agora visto e persisto sabendo isto neste mundo mais agreste.
257
aborreces e me adoras e se tento desvendar onde e como caminhar sem saber por onde ancoras nem tampouco destas horas já cansado de lutar ao buscar em ti luar nele em luzes me decoras, resolvido a perceber no teu corpo no teu ser o que um dia fora meu o desejo se ascendendo outro tempo sem remendo atingindo este apogeu.
258
nos teus cantos se suspiras e acreditas no futuro noutro intento mais escuro riscos tantos em mentiras da verdade que retiras o desejo onde amarguro o meu solo amargo e duro coração exposto em tiras, reino assim sobre o vazio e se tanto desafio encontrara em ti meu canto o risonho delirar traça em mim novo luar onde o vejo enfim me encanto.
259
nesta ausência não mais chores nem tampouco já sorrias entre noites e agonias os caminhos que decores e perceba quando aflores as diversas heresias bebo as noites mesmo frias se deveras comemores marcas tantas deste tempo adentrando o contratempo apresento soluções e nos ermos de quem sonha a verdade já se enfronha onde em risos tu me expões.
260
já não sonhas quando dormes e nem buscas qualquer fuga a minha alma se refuga no caminho onde conformes e deveras mais transformes coração exposto em ruga a saudade não se aluga nem os dias que deformes, são enormes os cenários entre tantos temerários os que sei que tu desenhas dos meus ermos nada trago nem sequer menor afago e não sabes velhas senhas.
261
não repousas nem descansas quando tentas outra sorte coração já não comporte muito mais que as horas mansas e se tanto em esperanças procurara algum suporte minha vida sem o norte neste olhar, diversas lanças e o mergulho no vazio traduzindo o que procrio quando em verso me adentrara a incerteza dita o sumo e o meu passo em ti resumo a sobeja e vã seara.
262
nos festins aonde outrora a certeza não viera a saudade dita a fera que deveras nos devora, o meu corpo agora ancora na saudade desta espera solidão velha pantera cada passo novo aflora e resume em dor e pranto o que quero e me adianto noutro rumo verdejante, o meu cerne se desnuda e se tanto a paz acuda nela vejo um novo instante.
263
os olhares anciões entre medos e mortalhas quando tanto tu espalhas em diversas direções bebes fartas ilusões e deveras tu batalhas nestes fios de navalhas outras mortes tu compões vago em noite sem escusa e se tanto a sorte cruza com confusa realidade o meu prazo determina a verdade em dura sina e o meu mundo se degrade.
264
neste juvenil furor a vontade dominando cada passo desde quando expressara em medo e dor o caminho a se propor noutro rumo deformando o meu passo dominando a seara em farta cor, ouço a voz mais discordante do que tanto se garante e deveras nada traz ao me ver desnudo assim a certeza dita o fim neste olhar turvo e mordaz.
265
não são boas faces estas onde tanto me moldaste o caminho em tal contraste na verdade tu me atestas e se tanto já detestas coração imenso traste carcomida face gaste entre cenas mais funestas e se tanto poderia na verdade em agonia perecer em sofrimento o que busco e não mais vejo traduzindo o vão desejo entre tantos inda tento.
266
neste olhar em dor e fenda o caminho não concebo coração velho placebo onde o nada enfim se estenda o caminho dita a lenda e se tanto quero e bebo o mergulho não percebo onde a sorte não entenda o meu canto em sintonia outro tanto poderia transcender em paz ou luta ao sentir a imensa dor de quem tanto sonhador inda tenta ou mais reluta.
267
olhar fixo no passado adivinho o que se tem e se bebo o teu desdém ao delírio acostumado risco o tempo desenhado e no barco quando vem tempestade sigo aquém poderia imaginado resta em mim outro desenho no caminho onde me empenho curvas tantas entre quedas e os vergões que me legaste no futuro em tal desgaste com certeza não mais vedas.
268
com a fúria costumeira de quem tanto quis sorriso o meu passo mais preciso não encontra esta bandeira a verdade corriqueira no caminho que conciso traduzira em prejuízo quer ou não jamais requeira alcançando a voz sombria de quem tanto poderia decidir o meu destino se em verdade eu sou assim o primórdio dita o fim e já nem mais me alucino.
269
aprendera desde cedo o meu rumo imerso em treva e se a sorte ainda ceva o caminho onde procedo o meu canto em novo enredo na verdade sempre neva a saudade se longeva já nem mesmo mais concedo, resoluto caminhante deste fato doravante nada mais contendo o passo sigo assim e nada tento a não ser meu pensamento onde o mundo em mim eu traço.
270
esgarçando o quanto pude do meu canto em dor e luta a saudade sendo astuta renovando a juventude muito mais do quanto ilude entregando a face bruta de quem quer e não reluta marca em dor cada atitude e se eu posso ou mesmo devo caminhar em cada trevo onde vejo novo rumo, pouco a pouco nada havia nem sequer a sintonia mesmo os erros que eu assumo.
271
na certeza deste fato o meu canto não pudera desenhar a dura fera que em meus ermos eu resgato e se tanto do regato a saudade destempera o meu canto não mais gera senão este em que destrato o passado reproduzo e deveras mais confuso nada tenho de mim quando vejo o olhar de quem podia noutro fardo ou fantasia todo o canto transformando.
272
esquecendo o que me basta ou talvez reconduzindo o meu mundo já deslindo nesta face agora gasta o que tento e se desbasta outro canto mesmo brindo e se o mundo eu vejo findo no vazio se desgasta risco o nome de quem tanto desejei e se adianto o meu passo em descaminho do que pude e não sabia muito pouco em alegria a quem sabe ser mesquinho
273
Ah, amor
Permeias meu sonho,
Passeias em meu desejo,
Ser contigo é tudo que mais almejo.
REGINA COSTA
Estar contigo em todos os momentos E ser além de cais, o companheiro Aonde o amor se mostra o mensageiro Que vence sem temor quaisquer tormentos, E nestes bons delírios, os alentos Trazendo paz e flor ao meu canteiro Nas tramas mais audazes que enfileiro Em ti terei decerto os meus proventos, Revejo cada passo rumo a ti Decerto na verdade percebi O quanto abençoado amor se fez, Não tendo nem sequer algum desvio, A mansidão na fúria deste rio, Gerando com ternura a insensatez.
274
Ah, o olhar...
Olhar tua alma e desnudá-la Fez me apaixonar por ti, Belo canto de colibri Que meu sonho embala. REGINA COSTA
Olhando-te de perto vejo aqui Reflexo dos meus sonhos mais audazes E quando mais delírios tu me trazes Decerto deste amor me convenci, E nele ao me embrenhar eu descobri As sendas tão felizes que refazes Tramando ao meu viver em novas fases Delírios que pensara já perdi. E assim ao encontrar o quanto quis Deveras hoje sou tanto feliz No quanto imaginara ser possível, Bebendo em tua boca esta saliva Minha alma de tua alma ora criva Em luzes num cenário indivisível.
275
O quanto em minha dita se mostrara Tão bela maravilha em tom suave Meu passo agora teima e segue a nave Por onde caminhasse em tal seara, Vagando muito além, pois se prepara E não tendo mais nada que isto entrave Supera com certeza a dura trave E segue seu destino em paz e toma O amor abençoado, uma redoma Que nos isole mesmo dos desmandos Do mundo em que se vê o sortilégio, No sonho aonde tenho o privilégio De dias tão suaves, claros, brandos.
276
No imaginário rio aonde passo Vencendo as corredeiras, chego à foz E o amor que na verdade dita a voz Enquanto uma esperança além eu traço O tempo se perdendo em novo espaço O risco de viver, duro e veloz O manto se desmancha sobre nós O meu olhar agora em vão cansaço. Depois de tanta luta; o que me resta É crer nesta esperança em leda fresta Festejos do passado? Nunca mais. A fonte num estio interminável, Meu mundo em cenário confortável Agora exposto aos ritos terminais.
277
Um dia cavaleiro da esperança Agora mero e tolo viajante Do amor que na verdade se adiante Enquanto no vazio a voz se lança O risco condenado em ordenança O passo que deveras agigante Cenário tão terrível, degradante Aonde aponte a fúria com pujança Realço o meu caminho com tal sombra Do amor que se perdera e agora assombra Domando o meu disperso pensamento E tanto quanto pude acreditar Nas tramas sem saber onde encontrar Sequer alguma paz, ledo momento.
278
Numa tarde de outonal caminho em trevas Os olhos procurando algum alento, O vago desenhar em sofrimento Aonde estas tristezas também cevas, As almas entre os medos, tanto atrevas Enquanto noutro rumo um passo eu tento, E sei do quanto é duro o alheamento Da sorte feita em duras, frias levas. O corte aprofundando dentro em mim, O tempo se aproxima bebo o fim Negando o quanto pude acreditar No todo já perdido, meu passado, O dia noutro tempo desenhado Matando esta alegria, devagar.
279
Tu foste qual enigma para mim Indecifrável mesmo e tento após O risco mais audaz, turvo e feroz Sedento do que busco e sei no fim, O amar e desenhar este estopim E nele desdenhando a mera foz De um rio tão dorido quanto atroz Tornando quase inóspito o jardim, Essencialmente o verso se transforma E bebe da ilusão a frágil forma Tomando para sempre este vazio, Por onde ao caminhar quis um momento Em paz diverso deste que ora invento Provento onde algum sonho em paz eu crio.
280
Cavalgo além dos céus e neste tanto Desejo te encontrando a cada passo, O quanto deste amor querida eu traço No sonho onde quero e sei me encanto, O verso se mostrara como um manto E ocupa da esperança o seu espaço Enquanto novo rumo em ti eu faço, Resulto deste farto cavalgar Fazendo deste sonho o meu corcel Adentro o mais incrível fogaréu Nas fráguas delicadas do luar E tento em concordância novamente Um canto aonde o amor já me alimente.
281
Prazer sobrevivendo à própria dor Que tanto conheci decerto outrora E agora quando o sonho em ti ancora Presumo novo rumo encantador, Seguindo cada passo, tento a flor E nela minha vida se decora Ausente deste encanto o que apavora, A solidão já não ditando a cor. O vasto desenhar em claridade Deixando transparente esta verdade Por onde caminhar se fez tranqüilo, Nas ânsias mais audazes deste sonho O mundo que deveras recomponho Em luas tão sobejas eu desfilo.
282
Desnudando minha alma a cada verso Transcendo à própria dor e reinvento Um mundo aonde possa em pleno vento Vencer o descaminho aonde imerso Pudesse transformar meu universo E ter além do cais este momento Audaz sem ter sequer no pensamento O manto noutro rumo em vão submerso. Egresso dos desmandos da ilusão Meu canto toma nova direção E segue sem destino rumo ao farto, Os erros; não mais quero e quando os vejo, Assíduo caminheiro em tal desejo Apenas os esqueço e já descarto.
283
Num turbilhão de escumas, mares tantos E neles entranhara o meu sentido O canto noutro rumo já perdido Em meio aos mais diversos desencantos Traçando o dia a dia em tais quebrantos Meu passo noutro passo resumido O manto da esperança já puído Encontro os meros dias, meus espantos. Alheio caminhante do passado, O quanto inda me resta relegado Ao ermo de minha alma mais sombria, O tempo se transcorre indiferente Porquanto dos meus sonhos sempre ausente O que inda fosse em mim, uma alegria.
284
O espírito se perde deste que Pensara tão somente em luz e sabe Que todo este vazio não mais cabe E nem sequer num novo mundo crê O passo se perdendo sem por que Enquanto a fantasia assim desabe Desarvorada mente não mais gabe Do mundo onde deveras nada vê O centro de equilíbrio se perdendo Do todo que pudera, algum remendo, O medo se aproxima e em tal desdita A cena sobreposta vida e morte Na turbulência enorme que me resta Sequer vejo esperança pela fresta Nem mesmo alguma messe que conforte.
285
Uma aflição enorme dita o rumo De quem se fez alheio aos dissabores E tenta prosseguir imerso em flores, Porém a cada passo já me escumo, Resumo de um momento em desaprumo O tanto quanto posso e sem pudores Vestindo esta tormenta sem te opores O medo me alimenta e me acostumo, Ao fardo que vergando minhas costas Demonstra as dores fartas sendo expostas E em farsas minha vida já desfeita, Somente o caminhar por entre espinhos Traduz os meus delírios mais mesquinhos Enquanto no vazio a alma se deita.
286
Um termo que pudesse ser fatal Deixando para trás o sofrimento E quando neste sonho me alimento O dia sobrepõe-se ao natural E vejo com ardor o sideral Caminho para o tal alheamento E bebo com ternura o sentimento Que possa ser deveras terminal. Amortalhada face? Nada disto, Apenas no final, eu já desisto E não quero outro enredo, estou cansado. O mundo desenhado no meu sonho Diverso deste atroz, duro e medonho No qual eu tenho tanto caminhado.
287
No amor que tanto pode redimir Ou mesmo nos poupar das dores quando Num ato mais tranqüilo nos tomando Transcende ao próprio tempo, este elixir. No quanto tantas vezes quis sentir O coração deveras se entregando E o mundo noutra face deformando Matando o que tentara presumir, Negar alguma luz, leda fortuna Na dor quando voraz e nos desuna Resumos de um momento mais cruel, Aonde a sorte traz em traição O passo rumo ao farto, agora em vão Negando qualquer brilho em turvo céu.
288
Angustiadamente o tempo passa E gera outra quimera a cada ausência Aonde tanto quis tua anuência O sonho na verdade nada traça, Somente o coração, leda fumaça E nele esta vereda, incongruência Gerando em mim somente a decadência Na sorte tanto dura quanto escassa, Vagar em tom sombrio, noite escusa, O término do sonho já se acusa Na farsa perpetrada pelo encanto De quem se fez um dia a redenção E agora noutra voz e dimensão Traçando o meu futuro em tal quebranto.
289
Esgoto o meu caminho em tom sombrio E marco com terror o passo enquanto Buscara na verdade o que garanto Vencesse com ternura o duro frio, O marco desvendado em desvario O farto e tão temido desencanto, O medo se aproxima e neste tanto O quanto permaneço em vago estio. Restauro vez em quando uma esperança, Mas quando no terror ela se lança As sombras de uma vida ressuscitam E os dias que decerto necessitam Da paz aonde possa descansar, Somente mera noite sem luar.
290
Abrando com meu canto alguma treva Que tanto permanece embora eu lute E quanto mais atroz, tanto relute O passo no vazio já me leva. Impeço a sombra audaz que me atropele, Mas sei quanto é sutil os seus enredos, E tento desvendar velhos segredos Sentindo a dor intensa em minha pele, O mar que poderia me trazer Um cais aonde um dia em paz sublime Deveras na verdade se suprime E sinto esta vontade esmorecer. Esgoto cada chance e no final, O quanto resta em mim sonega a nau.
291
O dia em dor imensa se aprofunda E gera a face escusa da verdade No quanto o meu caminho se degrade A sorte mera e torpe vagabunda, Refaço meu destino em nauseabunda Vereda aonde o nada sempre invade E o risco de sonhar felicidade Traduz realidade tosca e imunda. Esgares da esperança, mero cardo, O sonho se transforma em duro fardo E nada mais suporto a cada passo, Somente o meu final que se aproxima Tão mórbida ilusão tomando o clima Aonde sem defesas me desfaço.
292
Esbarro nos meus ermos quando tento Vencer as minhas dores costumeiras E tanto pude além das corredeiras No quanto agora sorvo sofrimento, O corvo se aproxima e num lamento Expressa ao crocitar as derradeiras Verdades, mesmo quando traiçoeiras E nelas sem defesas, me atormento. O risco de viver e ter apenas As horas mais terríveis; envenenas E geras do vazio outro delírio. O quanto acreditava em luz, calor Agora ao me encontrar em desamor Encontro em consonância o vil martírio.
293
Alegro-me ao sonhar com quem um dia Pudesse atravessar o meu caminho E sei o quanto sou tolo ou mesquinho Ao mergulhar meu sonho em poesia, A vida na verdade não traria Senão a solidão em farto espinho E quando me percebo mais sozinho A noite sem ninguém somente esfria. Resumo de uma vida inútil trago Buscando qualquer fonte, mero afago, O rito se transcorre em dor e pranto, Por vezes acredito noutra senda, Mas quando a realidade já se estenda Somente resta em mim medo e quebranto.
294
Onírico caminho desenhara Quem tanto quis um dia, pelo menos Em ares mais suaves ou amenos, Crisálida de um sonho em vã seara. O passo que a verdade desampara Os olhos impregnados de venenos Aonde quis momentos raros, plenos Somente a noite amarga, nunca clara. O pântano que adentro dita a sorte E nele se desvenda apenas morte E o corte se transcorre em tal sangria Gerando no final, a sordidez, E o passo que decerto se desfez Marcando com terror, medo e ironia.
295
Em solilóquio busco uma resposta E nada se atendendo ao que procuro, O dia se aproxima mais escuro E a sorte noutra face decomposta, O quanto do passado não aposta No farto desenhar de outro futuro, O medo de viver; onde perduro O carma numa morte nua exposta Esgarço em novo verso esta esperança E perco pouco a pouco a confiança Fianças destes dias mais doridos, E os tantos caminhares, sem destino, A cada novo engano determino O sórdido desenho em vis olvidos.
296
A sorte em surpresa A presa do sonho Aonde proponho E nada em destreza A vida a beleza O canto enfadonho O risco componho E nele a leveza Do verso sutil Que tanto surtiu Efeito diverso E assim neste verso Amor se reviu E nele, eu imerso.
297
Quem tanto acendeu Farol da esperança Enquanto se cansa Do mundo que é seu Buscando outro breu Gerando a fiança Deitando descansa Quem tanto esqueceu Do rumo que outrora Deveras aflora E gera o vazio, Depois deste intento O quanto inda tento No fundo é sombrio.
298
A luz que se abaixa O risco onde tento Vencer sofrimento Sorte não se encaixa E tendo outra faixa Na qual me alimento Ou mesmo em provento Maré sempre baixa Percebo o teu rosto E nele composto O sonho; quem dera Soubesse no fim Do quanto o jardim Reina em primavera.
299
O chão fosse nosso O tempo também Amor quando vem E dele me aposso No quanto eu endosso E risco outro bem Vencendo o desdém De quem não mais posso Sentir o perfume Enquanto além rume Meu barco sem cais, Saber da tormenta Que amor apascenta, Alçar siderais.
300
Deserto este quarto Aonde somente Vivera descrente Do quanto reparto Ou nada, mais farto Do todo em semente Ainda que tente De ti não aparto O sonho em promessa A voz recomeça E gera outra voz, Num eco divino Assim me alucino No amor que há em nós.
MARCOS LOURES FILHO
|
|