
DILEMA
Data 17/07/2010 04:42:10 | Tópico: Poemas -> Amor
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Ontem meu coração palpitava com um pensamento inocente Fitei os teus olhos, porém a minha boca continuou silente. Vinte anos se passaram e tudo está tão diferente E nem mesmo as evidências explicam o que está acontecendo com a gente.
O vento soprou... o tempo passou... Fomos vitimados pelas ironias Que tão de repente nos aproximou? Eu vivo perdido nos caminhos das poesias
Na iminência de estarmos frente a frente E quem diria...? Que sentimentos dormentes Despertariam da “noite” para o “dia”.
Será um sentimento que veraneia em teu peito? Por favor, me dê maiores explicativas. Às vezes acostado em meu leito Aperta-me um nó na garganta de sorte que não engulo as minhas salivas.
Às circunstâncias fazem o meu coração fibrilar despedaçado Vez por outra me assusto com os fantasmas da solidão. E sinto os meus lábios amargarem de pecado Será que a minha vida está em tuas mãos?
De repente, sim! De repente eu digo... Que este coração me traiu. Ó como eu queria saber se posso seguir em frente sem correr perigo Se posso adentrar por esta porta que se abriu.
Meu Deus! Por que o Cupido não me avisou? Que eu seria golpeado por esta flecha. A minh’alma exangue chorou... E agora? O que me resta?
Hoje vinte anos se passaram... E uma sensação de querer paira no ar... Os meus pensamentos se conturbaram De tal maneira que já nem sei em que pensar.
E ainda que eu quisesse não te querer É algo estranho e louco... Querer-te sem ao menos conhecer O sentimento avassalador que cresce pouco a pouco.
A minh’alma caminha demente Buscando respostas para tudo isto no meu inconsciente Acerca destes pensamentos que assombram a minha mente. Dou volta e mais voltas para no mesmo lugar e passo a amar-te desesperadamente.
Como eu poderia cantar a felicidade Percorrer os caminhos da vida de dizer que sou feliz Vendo segundo por segundo ser tolhida a minha liberdade De amar pelas coisas que você me diz?
Como eu pude me entregar de repente Sem ao menos saber tua reação Passam os dias, os anos e você continua ausente Reduzindo a pó o meu coração.
Num destes dias deixei-me levar por tamanha ingenuidade E cheguei até mesmo a crê Que você viria encontra-me com toda liberdade. Cheguei a sonhar em você me querer.
Sinto-me como um naufrago que vive a te procurar Os dias se passam e busco terra firme Devolva o meu direito de amar Liberte os meus desejos que você reprime.
Cheguei a pensar... Que numa destas noites você viria a mim como uma princesa Pensei...pensei e até hoje estou a esperar... Continuo debruçado nesta mesa
Compondo, relendo os versos que você não leu... Exteriorizando palavras... Lamentando o amor que você não me deu Eu já não consigo conter as lágrimas.
A minh’alma da gritos dentro mim E o meu exterior demonstra o meu sofrimento Tanto tempo na esperança de ouvir um sim... Espero tanto a tua chegada que te chamo em pensamento.
Vivo um grande dilema De ter-lhe com o imensurável medo de perder-te Derramo minhas lágrimas em mais um poema Pois temo nunca mais poder ver-te
Se penso em estar contigo temo que você vá embora... Como será de amanhã em diante se você me abandonar? Manhã após manhã minh’alma se perturba e chora Pois se você for tenho medo de você não voltar.
Escritor Acadêmico Jailson Santos
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