
SENTIMENTO
Data 17/07/2010 04:36:53 | Tópico: Poemas -> Amor
| Depois de pensar... sim, depois de muito pensar... Cheguei à conclusão que te quero mesmo sem querer Que perco-me num emaranhado de idéias correndo riscos por amar No afã de encontrar um por que.
Que explique este desejo assombroso por você Em minha sã consciência pode parecer algo estranho e louco Pois te quero sem ao menos conhecer Esta face que me encanta cada dia mais um pouco.
Quem me dera poder agir desesperadamente E cometer os desatinos do amor Talvez eu não estivesse com a minh’alma aflita, doente... Amargando as agruras desta grande dor.
Dor que me angustia e me deixa num caminho de ilusões Sem saber se devo voltar ou seguir em frente Ensaio inúmeros pedidos de perdões Com a minh’alma silente.
Parece algo simples que se torna complexo Por não apresentar uma explicação coerente Penso outra vez em tudo que já pensei e fico perplexo Pasmo no meio do caminho, atônito, demente...
Meu Deus! Meu Deus! Como é deprimente Amar sem ter a certeza do sentimento alheio. Estas dúvidas obstruem a minha mente Porém quanto mais ouso a fugir me enleio.
Perco-me sucessivas vezes... Nos meus involuntários anseios Passam os dias, os anos, os meses E nunca pude encostar a minha cabeça em teus seios.
E me senti confortado por este amor que se duplica Mesmo sendo afrontado por tantos receios. Hoje eu sinto algo que não se explica. E te quero por todos os meios.
Todos os meios através dos quais Me seja possível lutar até exaurir-me Pois eu sei nunca mais Eu tirarei do peito este amor que você reprime.
Sofro todas às noites com as coisas que presumes Chegastes a afirmar que não tenho sentimentos Não sei se afirmastes por medo, receio ou ciúmes Sofro por você não enxergar o que sinto por dentro.
Outra vez me deito com o coração sangrando Adormeço sonhando com o teu cheiro de Floratta in Blue A minh’alma continua te esperando... No afã de acariciar a tua pele tênue.
Quando eu dormia... A minh’alma saiu do meu corpo atraída pela fragrância de Cecita Você se fez presente em meus versos E com conhecimento de causa espero que você reflita.
Nesta situação em que estou vivendo E que mesmo sofrendo não me retiro A minh’alma está quase morrendo... Após ser atingida por seu tiro.
Você foi embora sem nenhuma justificativa E até hoje não consigo ser feliz A minh’alma mortalmente ferida luta para se manter viva E esquecer as coisas que você me diz.
Penso em você e a minha mente se desespera O meu coração dita palavras e treme de repente As décadas se passam e continuo a tua espera Mesmo sabendo que estás ausente.
Choro ao saber o quanto fui ingênuo Em acreditar, em crê Que você me queria com este teu gênio Que não consegues conter.
Num destes dias me convidastes à tua casa Suspirei, contive as lágrimas e guardei segredo A minh’alma reviveu, criou asas... Contudo caminhei nos meandros do medo.
Cheguei trazendo nas mãos um coração que você oprime Entrei e você permaneceu horas calada desapontado levanto-me e saio Sem rumos, sem nortes em busca de terra firme. E quanto mais tento levantar-me caio...
Num mar profundo de descontentamento Sem que ninguém possa perceber E ainda que você não creia no meu sentimento Eu nunca vou deixar de te querer.
Escritor Acadêmico Jailson Santos
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