
AOS MENDIGOS DE TODOS NÓS
Data 26/06/2010 16:35:14 | Tópico: Poemas -> Sociais
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Nas ruas estreitas espreita o vagabundo cioso de suas coisas lava a cara na fonte quando é despertado o dia.
Arruma bem dobrado os seus cobertores e deixa a «casa» em ordem, antes de se fazer à estrada para mais um dia de pedinchice.
Tenta pentear-se mas o cabelo não consente de tão sebento que está, molha a cabeça e aventura-se na manhã acabada de nascer.
Nas mãos leva um saco para guardar o que lhe forem dando, de preferência comida, que o dinheiro não enche a barriga.
Percorre estradas e ruelas de mão esticada apelando aos senhores e senhoras que sejam complacentes com ele, que nada tem ou usufrui.
O saco vai-se avolumando de fruta e de pão, algumas moedas à mistura, enquanto ele calcorreia ruas a perder de vista, o sol é implacável.
Quando a tarde se põe regressa a casa num vão de escadas e põe-se a observar o ganho do dia, não vai passar por fome hoje, mas cada dia é um dia de sobrevivência.
Sejamos honestos para connosco próprios e ajudemos estes pobres mendigos, dando-lhes atenção e comida que os faça um pouco mais ricos.
Depois de comer enrola-se no cobertor e nos jornais e assim adormece após mais uma refeição que o altruísmo de certas pessoas lhe concedeu.
São humanos como nós, que sofrem e agonizam dia após dia por uma migalha de pão e se possível por novos cobertores que os últimos estão gastos e rasgados.
Sejamos nos outros o que gostaríamos para nós próprios sendo bons samaritanos e praticando boas acções que trará a felicidade a quem não tem nada.
Jorge Humberto 25/06/10
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