
CRIANÇAS SEM INFÂNCIA
Data 25/06/2010 16:38:01 | Tópico: Poemas -> Reflexão
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Dou por bem gasta minha saliva o verso realista dos que sofrem na pele a atrocidade da fome.
Dou por bem escritos meus versos quando apelam à boa nutrição dos que não têm o que comer.
Dou por acerto meu poema quando chama à realidade realidade tão atroz quando o seu fundamento é a fome.
No focinho da palavra revejo meus versos implorando que olhem para as crianças com olhos de ver.
Meu lamento é maior quando não fazem causa dos tormentos das crianças que imploram por um minuto de atenção.
Não durmo não como porque meu organismo não consente e minha inteligência é afrontada com a falta de pão.
Que as crianças sejam protegidas do arrivismo do Homem contra os senhores da guerra que levam os petizes à fome.
Para os terem de seu lado crianças guerrilheiras que não sabem da inocência nem de sonhos e uma cova é a sua casa.
Para quando esta falta de impunidade dos senhores dos países ricos que fazem olhos mortos ao que se passa ao seu redor.
Jorge Humberto 24/06/10
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