
ÀS CRIANÇAS ESQUECIDAS
Data 25/06/2010 13:48:15 | Tópico: Poemas -> Esperança
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Ante meus olhos a folha branca. O verso foge e não elucida quem lê… morre uma criança por inanição, e eu que só escrevo para sublevar
tudo isto. Meu grito é surdo ante as pessoas que se julgam vivas neste mundo, onde o segredo é sermos uns para os outros a todo o momento.
Mães sem leite para os seus bebés recriminam-se, mas a verdade é mais forte ante a sua vontade e morrem crianças a cada segundo no mundo inteiro.
As maleitas afrontam os petizes… bastava uma casa de campanha para os socorrer e dar-lhes anos de vida, contra a demografia atroz e cínica.
Moscas invadem os rostos puros e a doença se propaga intensamente, colhendo os frutos ainda por madurar que lutam pela sua sobrevivência.
Que posso eu gritar quando o silêncio é mais forte do que qualquer clamor? Que tenham piedade das crianças de tenra idade e lhes tragam em mãos a vida.
O povo precisa de suas crianças sãs, a crescerem livremente, para fazerem parte da sociedade, em franco desenvolvimento ou simplesmente
paradas no tempo atroz e voraz, na vontade de mudança contra todas as expectativas, que dão por cerces o afloramento das novas flores.
A vontade tudo vence e nossas crianças Africanas e Sul Americanas, hão-de vingar no pouco que lhes resta, mas o Homem há-de ser capaz de aflorar tudo isto e vencer.
Jorge Humberto 24/06/10
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