
Leituras 20 – Alexis (Alexandra Mendes)
Data 21/06/2010 17:35:37 | Tópico: Textos
| Para concluir esta série, que pretendeu trazer uma leitura pessoal de alguns dos autores que vou acompanhando através do Luso-Poemas, a saber: Margarete; José Ilídio Torres; Henrique Pedro; Egéria; Júlio Saraiva; Santos Almeida; Vóny Ferreira; Conceição Bernardino; Domingos da Mota; António MR Martins; Luís Ferreira; António Boavida Pinheiro; Carla Ribeiro; Dolores Marques; Rogério de Fradelos; Sampaiorego; Cristóvão; Bruno Miguel Resende; e Fernando Saiote, referir-me-ei àquela que é a “minha menina de ouro do Luso-Poemas”, a Alexandra Mendes.
Alexandra Mendes, a poetisa que um dia fez greve. E nesse dia, parou o trânsito, bloqueou as ruas, fez piquete junto ao portão do poema. E eu, sob requisição civil, obrigado a cumprir os serviços mínimos. E cumpri, mas como velhota, sentado à soleira, cosendo o poema.
A Alexandra Mendes merece todo o destaque porque não tem medo de errar, muito pelo contrário. E é quase sempre uma surpresa o que se encontra por detrás de um título.
Tal como eu, é omnívora ao nível dos conteúdos, do ritmo a adoptar, no próprio manejo das palavras, na aparência do texto, isto é: experimenta e não teme o resultado da experiência.
Há que fazê-lo, alguém tem de o fazer e a Alexandra Mendes fá-lo, mas fá-lo, quase sempre, com um registro de bom nível.
Esta autora respira o poema, nota-se pela capacidade com que salta de tópico para tópico. Sabe, tal como um dia escreveu José Félix, um dos bons poetas da Língua Portuguesa, que a escrita é um músculo, o qual deve ser trabalhado.
Embora nesta leitura exista um teor narcisista da minha parte, isto é: revejo-me na forma de estar da Alexandra Mendes; porque os poetas fazem-se, não nascem, não podia deixar de salientar essa sua versatilidade e, com ela, acabar esta série de leituras sobre autores que se movimentam por aqui e que eu tive, e alguns ainda tenho, a oportunidade de ler.
Até um destes dias, camaradas.
Xavier Zarco
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