
No Alto da Colina.
Data 19/06/2010 19:34:38 | Tópico: Textos -> Desilusão
| Viajei durante horas até chegar à velha casinha No alto da colina. Cansada respiro aliviada. A pequena ponte de madeira feita com cordas de cipó Continua inteira. Balança! Pra lá e pra cá! Que vista maravilhosa que alimentam minhas ilusões. O pequeno rio de água flutuante, calmo e claro: A branca espuma desmancha-se em esperança. O cansaço que invade meus ossos trezes a realidade. Esse aglomerado de esforços, em caminhos tão solitários. Essa viagem incessante em busca do desconhecido deixou marcas Que nunca serão curadas. Tudo é passado então porque aqui estou? Que vida eu tive para que hoje volte ao teu regaço... Há! Em teus belos campos antes de vir à tempestade... Que só deixou saudade. Os amores vividos em teus campos divididos. Os sorrisos, as lágrimas... Agora atento para o a que vim buscar... Quero curar o meu vicio do que aqui apreendi amar. Quero o abraço perdido, e tudo que eu poder resgatar. De tudo que vim buscar o mais difícil será assumir minha dor De tanto tempo longe de ti ficar. Quero sorrir e esconder o meu rancor, afogar em teus rios minha dor. Esmagar a vida do nada acontecido. Aqui em teus seios quero descansar, ver as nuve douradas; Que surgem com a alvorada. Estou tão cansada! Estou definhado meus dias estão findando. Vem e me abraça eloqüente saudade. Que minha carne consome sem piedade. Suga todo meu ser neste breve instante de prazer. Cansei de revira-me do avesso em busca do que aqui deixei. Cansei de chorar, cansei de inundar com meu pranto, o doce campo branco que em minha alma passou habitar. Há! Como é forte o cheiro das flores que ajudei cultivar! Como bom pisar o seu solo! Como é bom saber que estou de volta. Que aqui ficarei até que a morte venha me abraçar. Lanço sobre ti pela última vez esse olhar que misturei A poeira que aqui deixei. Tantas vezes enxugou-me com teu orvalho frio. Doce terra minha, que bela é a minha casinha! Estou em teu braço minha linda colina... Começo a desfalecer... Meus olhos estão escurecendo, O meu inocente morrer, entre a colina que nasci é dádiva de Deus. Nunca haverá outro tão belo desabrochar. A morte é minha estrada certa. Descanso em teu leito ainda vê os campos brancos. Que belo é morrer aqui na terra em que nasci! Estou de volta! Terra minha entre seus jardins descansarei. Vem morte iminente... Abraça-me acolha- me junto aos meus amados Que sem me despedir aqui deixei.
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