
NUM CÉU DE SAUDADES
Data 10/06/2010 15:12:25 | Tópico: Poemas -> Amor
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Num céu de imensas saudades as nuvens trazem até mim o teu rosto querido e amado, que minha imaginação e o meu amor encarregam-se de me fazer lembrar.
Hoje não estás… mas tu estás sempre a envolver-me com teus braços acolhedores e em silêncio falas-me desde a tua lonjura, que passa por mim como num sinal.
Um sinal de dois amantes que se perdem no bem-querer e no bem despertar de nossas almas circunspectas, que se juntam quando tudo o mais é vazio.
Não sei mais passar um segundo sem ti sem tua presença, rica e afectuosa, que faz de mim um homem completo na complacência do dia.
E no orvalho da manhã recorro aos meus versos para te dizer do silêncio que vai em mim, quando é de ausência a tua graça e me refugio no poema plasmado como um cenho em meu coração.
A dor da ausência não me sossega e eu crio asas, para voar até onde és tu a sós, comprometida com a vida, na palavra erigida na minha alma desassossegada.
Vejo-te à janela onde costumamos conversar e requerer a paz necessária, a este amor tão puro que se vai fomentando mais e mais, como numa figura etérea de mil sóis.
Jorge Humberto 09/06/10
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