
O CAVALO DE FOGO
Data 09/06/2010 09:55:10 | Tópico: Poemas -> Infantis
| O Cavalo de Fogo Jorge Linhaça Há tempos e tempos atrás, num lugar já esquecido Surgiu um cavalo veloz, pelas chamas envolvido Olhos rubros como a brasa; uma crina flamejante; Patas que tudo queimavam; movia-se num instante Ficou sendo conhecido, como o Cavalo de Fogo Nas noites escuras corria, depois sumia de novo Sua visão assustava a quem com ele se encontrasse Mas ao bom nada fazia, a não ser que o atacasse. Porém aos maus perseguia sem tréguas e sem temor Contra eles investia inspirando-lhes horror Não havia quem soubesse, de onde ele apareceu Muitas lendas se criaram; só uma sobreviveu Tempos antes existia, naquela localidade Uma selvagem manada, que vivia em liberdade Mas o mal ambicioso, chamado de ser humano Um a um, aos animais, ia prendendo ou matando Como ao líder das manada,não conseguiam prender Fizeram lei decretada: Ele devia morrer! Cercaram pois o corcel, ao centro d''uma ravina Não tinha como fugir, nem pra baixo e nem pra címa Era tempo de estio, a erva seca o cercava Atearam fogo à ravina, e a chama se espalhava O corcel tentou correr, mas não havia saída A sorte estava lançada, sua sina decidida Foi quando que, num repente, a magia aconteceu, O fogo que o cercava, ao seu corpo envolveu Mas não lhe fez mal algum, com o corcel se fundiu E do Cavalo de Fogo, a bela lenda surgiu Os homens que o cercavam, fugiram em disparada E o cavalo os perseguiu pelos campos e estrada Ninguém soube seu destino, nenhum mais apareceu Dizem que um tal Belarmino, daquilo se arrependeu E foi viver solitário, num recanto esquecido Cuidando da natureza, reparando o mal vivido Já o Cavalo de Fogo, após cumprida a missão Para os ceús alçou seu vôo e virou constelação É por isso, amiguinhos, que é preciso ter cuidado Seguir sempre o bom caminho, não fazer nada errado Pois a vida tem surpresas, muitas voltas ela dá E quem o mal hoje faz, amanhã o encontrará. Mas quem sempre faz o bem, pouco tem o que temer Pois mesmo que hoje sofra, amanhã irá vencer Arandú, 1 de junho de 2010 12:51
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