
A delimitar as asas soltas de mariposa
Data 31/07/2007 17:52:30 | Tópico: Poemas
| A delimitar as asas soltas de mariposa apenas o ar e do pomar, o cheiro doce das macieiras em flor.
… falas-me de amor.
Das cachoeiras a espuma rosa das trovoadas de Maio veste o cadáver da tarde em ciclones inopinados de prazer.
Soltas, a delimitar o ciclo das colheitas, as estratégias recurvadas à força da natureza, na destreza áspera de um jogo sem regras, na anomia, na utopia dos gestos ateados, dos pareceres, nos sentidos hidrofóbicos afogados em hidras e anémonas.
A noite cai na cidade, demónios descontrolados soltam dos olhos de vidraça, uma a uma, lágrimas de chumbo, na verdade das emoções chacinadas em massa.
No limiar do nada, da mariposa, a traça.
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