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Data 07/06/2010 23:22:14 | Tópico: Poemas
| Pesa-me o que não sei Com a força intempestiva dos vendavais Que tudo arrasta na sua fúria
Pesa-me o vazio Pesa-me o abandono Pesa-me no peito a nortada Num tempo húmido e doentio Caíram folhas novas, em pleno Outono Subiram as águas na fria madrugada
Não, não as águas que correm no rio As águas estagnadas, em lágrimas dobradas No quarto húmido, tão velho, tão velho Que encerra o mistério Das coisas, sérias e recatadas Embrulhadas em papel vermelho
Pesa-me o que não sei, sei lá Talvez me olhem de lado Talvez me vejam quarto fechado Quem sabe um velho dirá Ao ler o que nem eu sei, será o meu fado E o velho dirá, é um verso desolado
Olharei o seu riso amarelo Rir-me-ei virando as costas Como me queres entender, se escrevi já estando morta
Antónia Ruivo Ler mais: http://escritatrocada.blogspot.com
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