
VENDI A ALMA
Data 06/06/2010 20:39:46 | Tópico: Poemas
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Podem sangrar os dias tristes, são meu fardo Solvendo-se nas linhas tortas de meu prumo, Marés vivas neste arame onde me bardo Por este mundo ser em mim velho e bastardo E sem alardo, me deixar assim sem rumo.
O diabo, flagelo descendente e destrutivo Instiga-me nas noites densas a sorrir Dando asas ao que não quero e vem comigo, Amarrado à vida longe ao tempo antigo Com promessas que não posso resistir.
Queria ter nas crinas lívidas, dum corcel A força derradeira do meu seco instante O poder aterrador de Frodo e seu anel Numa batalha épica sem quartel E lacerar este demónio aliciante.
Quedei-me ao seu encanto, bem sei Foi mais forte este desejo de ganhar Os sonhos todos duma vida que sonhei Os corpos quentes, que em delírio desejei Podia tê-los, sem sequer ter de lutar.
Foi maior que a maior força em mim guardada A qualquer custo ter da vida o que pedi, E pra que quero esta alma abandonada Cheia de dores de dissabores, cheia de nada Que por bom preço ao diabo eu a vendi?
Regensburg 06-06-2010 Beija-flor
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