
Mediocridade
Data 04/06/2010 14:55:23 | Tópico: Poemas -> Tristeza
| O calar dos pássaros Pode ser um sinal É chegado o momento É chegado o final
Há muito tempo não sabe Há muito desconhece O que vem a ser o sorrir Esse que não mais lhe aquece?
De forma cruel O vazio lhe invade Açoitando esse ser Tão medíocre e covarde
De suas pequenas mãos Esvaiam as gotas de esperança Como se arrancassem do peito da mãe A indefesa e frágil criança
E por um pequeno motivo Ele procurou e chamou Por uma diminuta razão Ele rogou e implorou
Contudo, aprendeu E o fez amargamente Já não mais lhe importava Seu interior doente
E dentro de si Guardava suas dores Todos seus medos Todos seus temores
Chegou a acreditar Que perdera seu coração Colocava a mão no punho E não mais sentia a pulsação
As lágrimas lhe batiam em faces Ele as evitava com todo fervor Estranhamente lhe queimavam a tez Estranhamente lhe causavam mais dor
De nada sentia saudade Seu passado lhe foi apagado Mas em causa de quê? Consequência de um coração gelado
Um coração que inocentemente Em um labirinto se perdeu Naquelas tortuosas trilhas Aos poucos se desfaleceu
Tempo lhe demorou Até lhe bater um pensamento De que vale essa medíocre vida Se não lhe cultiva nenhum sentimento?
Sentia um buraco no peito A voz da indiferença lhe soava n’alma Existia em sinistra tempestade Onde ninguém chega e acalma
E há de chegar o fim Dessa estranha existência insana A terra não mais beberá O pranto que ele derrama
As sombras hão de fechar seus olhos O silêncio há de inquietar seus lábios Seu coração parará de vez Cessarão seu pensamentos sábios
Este dia longe não está Insanidade já lhe é suficiente Nostalgia não lhe prende aqui Coragem é o que busca ardentemente
E quando chegado o momento Não queres que chorem por seu final Já que n’alma não existia vida Já que a vida lhe era banal Ps.: Poema baseado em aspectos da segunda geração romântica (ultrarromantismo, mal-do-século)
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