
Teu pranto irriga a semente de teu amor
Data 03/06/2010 13:06:50 | Tópico: Poemas -> Amor
| Teu pranto irriga a semente de teu amor...
Chores, Deixes teu pranto rolar na cascata de meus ombros, Deixes sua cabeça pender como rocha na escarpa de meu peito, Estarás segura mesmo que divises o precipício a tua volta...
Chores, Mas chores mesmo, a dor que deveras sentes, O amor que morreu nas pétalas amarelas de tua flor, Que desabrochou e o homem não colheu ao teu amor...
Chores, E não enxugues as lágrimas que verterem, Cultivas a tua dor na semente do mal que te fizeram, Teu pranto irrigará o sulco da pedra, do amor que renascerá...
Chores, Não escondas o belo rosto, mesmo que tracejado pelo tempo, Não deixes que lhe fuja a vida, Não esqueças de olhar ao redor, vede a montanha majestosa...
Chores, O quanto choraste, o quanto sentiste, Isso representa o quanto não devias ter se lançado, Em busca de tua aventura, de tua paixão...
E depois que o pranto cessar, Depois que o amor a teu coração regressar, Tornas a florescer, pelo bem viver, E colherás as flores, os frutos ao teu redor, Que são muitos, e que na cegueira de teu sofrer, No teu desespero, tuas mãos não se abriram a colher...
AjAraújo, o poeta humanista.
|
|