
Modus Operandi (2)
Data 30/05/2010 16:14:35 | Tópico: Prosas Poéticas
| No papel cor de nuvem deposito um sonho bom, teu nome e o meu num mesmo poema. Dou-me à serenidade das palavras, a um mar pequeno convertido em céu; onde escrevo a calmaria que jamais nos acometeu. Transitamos os dois, igualmente nus, pelas linhas delgadas da nossa distância e o tempo afasta de nossos sussurros quaisquer lembranças do que já não fomos. Deixo tatuadas na epiderme da folha asas inquietas de um gozo alcançado e nossos corpos são dois corações que se entrelaçam num vermelho só. Termino o poema como se acordasse jazida de areia incrustada no quarto; alcanço com os olhos o frasco de opióide e adormeço outra vez sorrindo o teu gosto.
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