
Um poema de amor para quando morreres
Data 28/05/2010 15:51:29 | Tópico: Poemas
| Nas alamedas que me fizeste há folhas caídas pelo chão, um Outono que entardece a noite que me cerra os olhos, frio que me zurze os ossos no esquálido sentir da alma esburacada.
Quisera sentir a brisa amena das memórias prenhes de sol e tardes ruidosas, de um riso límpido a trinar no meu sentir.
As emoções esvaíram-se pela sarjeta da rua onde não moras mais, bem-querer de estios ardentes. Ainda te sonho do beiral onde me debruço, decorado a jasmim como qualquer sepultura que se preze.
Quisera esburacar a quimera que me desenhaste a ferro e fogo com a tua pele de alfazema, quisera ser sem ti, mas sem ti jazo aqui inerte, numa espera desenfreada e entardeço as rugas que me decoram a pele.
Um dia neste beiral já cá não estarei e de novo me farás a alameda decorada a mimosas e malmequeres como qualquer festa minhota que se preze.
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