
diz-lhe.
Data 27/05/2010 21:42:20 | Tópico: Poemas
| ao homem dual.
não agora que o vento corre com o corpo em direcção ao mar mas mais tarde diz-lhe para vir aqui ter. já no colo lê-me um poema que fale de água, de sul, de afecto. fala-me de como as mãos se levam à língua, de como os dedos te entram na garganta. sabes hoje que o tempo sempre foi do que sinto, se mais sentisse mais vento corria, mais ele vinha, mais nos deixávamos. trazia uma casa no bolso esquerdo do corpo doía-lhe porque pesava como a seiva dentro das árvores. não enquanto for noite e lhe doer estar sozinho mais tarde quando a hora mudar. talvez deixe o coração fugir-me. fala-me de crescer saudade nos olhos e corre corre muito e diz-lhe. corre muito e diz-lhe.
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