
TIPO ASSIM
Data 25/05/2010 20:08:46 | Tópico: Poemas
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Texto Literário: A verosimilhança, Entre os Intuitos Estéticos E A Polissemia, Como o uso De outras linguagens Poéticas, De Símbolos, Imagens, Metáforas Ou Personificações, A Adjectivação Expressiva, Paralelismos Ou Oposições, Repetições Ou Figuras de Estilo, O que é isso, senão um vazio Na alma, Constantemente compenetrada, Do poeta?
Prosa e Poesia: Semântica Ou Fónico estorvo? Prosa Poética, Prosa Versificada – E acabamos em nada. Não, não esqueci, Que a ele nunca me prendi, Velho sábio, Intransigente, O Verso, Vai com a gente, Quer ele queira ou não, Na Elisão Da Vogal, Tónica Ou Átona.
Sílaba Métrica?... E o menino, Seguindo o seu caminho, Assim cantarolava: Três, são as Sílabas, Que os Versos podem ter, E «Uma, duas, quatro sílabas», Mas se é à Redondilha Menor, Que pedis parecer, Então Cinco, é o número, De Sílabas, A reter.
E o Heróico Quebrado? E a Redondilha Maior? Se no primeiro, O Seis, Pode ser um quadrado, O Sete, Também não faz melhor… Oito, Nove, Dez e Onze, Doze… Ah, saudades, minhas, Dos Versos Alexandrinos!
Mas tudo isso dito com Ritmo, Nos Versos Soltos Ou Brancos, Na Rima Emparelhada, Cruzada, Interpolada, Encadeada, Ou não, Dependendo da noção, Que a cada um diz respeito: E já prossigo a eito, Fixando formas, Agrupando Versos, Ditando a Estrofe, Ou, quanto muito, Os meus reversos.
Dístico ou Parelha. E A que se assemelha, Um Terceto, Dentro De uma Quadra? Somar Quintilha, Com Sextilha, Multiplicando Oitavas, Por Décimas? – Péssimas contas.
E há pessoas, Que são umas tontas, Querem castrar A poesia, Só porque lhes dá na real gana, De parecerem-se Com o que o fogo emana, Quando muito São só «mania».
Mas fixemo-nos no Soneto, Na Canção Ou no mote Do Vilancete, Cantiga Esparsa, Ou o que disfarça, A quem usa A Sextina?
Não nos falte pois Recursos, Ao bom Estilo, De cada um, Que aqui a chuva, Traz a uva, Apresta a ânfora, Vinho algum, E é por isso que eu digo: Todas as coisas, Têm um lugar comum, O Nome Emprestamos-lhes nós:
Alegoria, Aliteração, Onomatopeia, Anáfora, Animismo e Antítese (a da centopeia, que passa por plebeia, no púlpito da Messe); Apóstrofe, Assíndeto, Comparação, Elipse, Eufemismo e Gradação, Hipálage, Hipérbole, Imagem ou A Interrogação, Sobre a Ironia Da Metáfora; Metonímia, Oximoro, Paralelismo E Perífrase, Com Personificação, Pleonasmo Polissíndeto; Quiasmo, Sinédoque, Sinestesia Sufocada, P’lo Marasmo.
- No Discurso Directo, Ou No Indirecto Discurso, É que vive, O Discurso Indirecto Livre, Participativo e Expressivo, E é bem por isso Que revivo, Os Géneros Literários, Nas suas Formas (mais) Naturais, Da Lírica: O Hino, A Ode e A Elegia.
Da Narrativa: A Epopeia, O Romance, O Conto ou A Novela.
Mas é na sua Forma Dramática, Que eu identifico: Da Comédia, A Tragédia, Da vida, No Drama, Como na Farsa, O Ordinário, Que por aqui passa.
Jorge Humberto (08/06/2004)
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