
Livro das Ofensas I
Data 27/05/2010 15:52:34 | Tópico: Poemas
| Logo, meus amigos, lhes diria, Se aceite fora meu velho dizer Na dura náusea da insistência, O que a vida de novo vos traria Por entre orgasmos de maldizer Ou frases feitas sem sapiência
Que vos ofendeis com a mestria Achada em velhos ébrios sem valor. Vós, génios da verbal ditadura Cuja virgindade assim perderia, Em vossas mãos nuas e sem pudor, A sua língua tão jovem e pura.
Sabeis então que o Sol vos queimaria, Vos empurraria para sombras escuras Prostradas num chão tosco e só, Nascido do vento fraco da maresia Como fracas são as vossas figuras Com os dedos enrugados, cheios de pó.
Erguei um pouco o véu de vossa cobardia, Saciai aqui a vossa mesquinhez animal Que se agiganta do ego sujo e pueril Disfarçado por letras de sabedoria, Lágrimas vindas da ofensa mortal Que se rasga na pele, no silêncio vil.
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