
Novo Ar *
Data 16/05/2010 11:03:45 | Tópico: Poemas -> Surrealistas
|  No ar vociferam as datas enferrujadas na umidade dos lamentos, lacrados em covardia.
No ar desliza o punhal em corte, ardendo em sal e em sol, transmutando o nó de nervos numa só dor de desastre.
Novo Ar corrói os ídolos, montaria dos fracos e dos tiranos.
Novo ar destrói as estrofes sem equilíbrio, mal montadas nos livros de vento.
Novo ar constrói um folêgo em éter, soprado num descuido de tempestade.
Novo ar dilacera os pulmões acorrentados, ansiosos em abraçar sem braços o corpo esguio do novo ar que congela os ventos mal soprados.
* Série de Poemas manuscritos nos anos 70, período da ditadura militar no Brasil, por um jovem poeta Anônimo.
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