
Ensaios de uma gincana erótica (sonetos)
Data 27/07/2007 21:49:05 | Tópico: Poemas
| Amarra-me as mãos, não deixe que eu lhe toque Instiga-me, faça-me muito mais lhe querer Aperta-me contra teus seios e me sufoque E com seu olhar, venha ao meu corpo percorrer... ~ Venda-me, faça com que eu não consiga lhe ver Perfuma-te, fazendo com que pelo quarto eu te siga Mas não me deixe lhe agarrar, pois quero enlouquecer Tentando encontrar há este corpo que me abriga... ~ Pois depois usarei meus lábios como ferramentas Sendo envolvente, e mais picante que a pimenta Depositando meus beijos nos confins de teu corpo... ~ Mas se ainda achares muito pouco Vasculharei a sua identidade feito um louco Deixando-lhe por desejos novamente sedenta... ~ Dispa-se então, mostra-me este teu mundo As estradas sinuosas que percorrerei sem me cansar Serei um cosmopolita em seu prazer profundo Nesta qualidade em que me faz te amar... ~ Pois quero entre meus afins, a tua bunda e coxas Em movimentos circulares quando nos encaixarmos Com menta na saliva, e minhas mordidas te deixando roxa Numa plenitude, quando então o apogeu alcançarmos... ~ Eu quero que tu venhas comigo nessas loucas horas Cavalga-me então, crava-me tuas esporas Enquanto sorvo os teus seios, alucinado... ~ Agarra-me com as pernas, bem apertado Que eu sigo em você ainda encaixado Até que no horizonte surja a aurora... ~ Então me morda aos lábios bem lentamente Peça-me que eu lhe agarre de frente, agarre-lhe por traz Pois vou beber a água pura de tua vertente Mostrando que minha língua também lhe satisfaz... ~ Mesmo que seja oral, ou até mesmo intuitivo Quero o nosso suor em plena intensidade Lubrificando nossa pele, fazendo-me tão vivo Onde alcanço em ti, toda a minha cumplicidade... ~ Pois teu corpo é meu eterno desatino A qual eu selarei para sempre o meu destino Focalizado por tua suave transparência... ~ E mesmo que eu haja por conveniência De tua alma farei a minha residência E de tua voz farei o meu hino... ~ Provoca-me então novamente se puder Ensina-me aos teus atalhos tão saborosos Quero uma, duas, três, tudo o que vier. Quando me defrontar com estes seus jogos perigosos... ~ E diante o espelho, onde nossa imagem se clausura Não consigo me conter com tamanha excitação Então como cavaleiro, eu desfaço-me da armadura E finco-lhe minha lança, para lhe dar satisfação... ~ Só assim minha pele confabula com a sua Fazendo sussurrar os pelos e a carne crua Todos os sabores, malicias e pensamentos... ~ Aqueles que fluem nos bons momentos Fazendo-nos calar sem argumentos Por reverenciar a pele nua... ~ São ensaios de uma gincana erótica Onde o apelo é um engodo irresistível Se forem travessuras, depende de tua ótica Que mira reticente, a este jogo aprazível... ~ Que num voyeurismo, estimula-se com nossas silhuetas E elas zombam encarnadas, figuradas na parede Tão estranhos movimentos, tão diferentes facetas Bebendo de maneira oculta, o licor que mata minha sede... ~ Então neste vai e vem, sinto-me ressumando E suas unhas em minhas costas o couro rasgando Quando este orgasmo entre nós se perdurar... ~ É de uma intensidade de fazer chorar Pois neste deleite, vejo nossas lágrimas derramar Pelo jogo de prazer, ao qual estivemos brincando...
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