
TROVAS AO VENTO
Data 27/07/2007 16:47:00 | Tópico: Poemas -> Alegria
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Tudo cabe na mesma rima, Da sílaba ao verso popular, E o poema é como a esgrima, Fresta por onde corre o ar.
O sol se põe e se levanta, Num ritual bem ancestral, E é minha a voz que canta, A natureza do reino animal.
Eu sou o poeta da natureza, Aquele que vê sem ver decerto, Pois duma coisa tenho certeza, Só vê quem tem o livro aberto.
Aprendi muita coisa, aqui e ali, Acautelei-me dos inimigos, E, hoje, porém, dou por mim, Cercado de meus amigos.
Nesta trova com ou sem rima, Procurei dar o melhor de mim, Vivemos num mundo sem estima, Onde cada um quer saber de si.
Uma palavra de esperança Vos deixo, como balões no ar, Guardem o sorriso da criança, Para que a podeis estimar.
Jorge Humberto 25/07/07
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