
DUETO CLEIDEYAMAMOTO /BEIJA-FLOR
Data 11/05/2010 18:44:04 | Tópico: Poemas
| <img border="0" src="http://img1.imagehousing.com/100204/d ... ce80023e995daa4.jpg" alt="Feeling Images Free Pics Feeling Pics"></a><br> SE O PASSADO REGRESSASSE
Sorvendo restos na memória da saudade Trespassa o tempo, deste tempo em que não mando Proscrito dum amor que não comando Força maior, rasgando a estria pela metade.
São cacos que se juntam num vitral Colorindo o espaço sideral, Dum amor que vai caindo Vagaroso e em silêncio, chuva de cristal Versos saudade pelo tempo se esvaindo.
Reencontrei-me em ti, noite tardia Roleta russa no meu livro das apostas Respirei-te no olhar, cheiro a poesia Ou talvez, um mar de verdes ramos nas encostas.
Encontros de frias noites e lindos dias Linhas rectas e incertas, mapeando margens Antes páginas vazias, num eclipse de poesia Explodem cores no preto e branco das imagens.
Em ti bailava o vento, o vento antigo Que me deste nesse canto da cítara Não comento, mas o trago no meu trigo Que plantei por seres em mim uma ceara.
Brisa fresca amansando tempestades Sementes vivas pelas manhãs, orvalhada Levadas pela voz do vento, como saudades Dourando tempo de amor, na alma cravada.
Chegaste neste tempo que me escorre Num suspiro que parece derradeiro Amor assim antigo, nunca morre, Nunca morre amor que em nós foi o primeiro.
Não havendo morte, ao que é eterno... Guarda o sopro que soprando refrigera O que primeiro foi, único, puro e terno São hoje memórias, pautando uma quimera.
Ainda é tempo de selar novas alianças Nesta força lá do fundo das entranhas E o ontem do passado de crianças Pode agora libertar-se das algemas.
Se existe tempo, que ele seja generoso Trançando o passado a esse presente Sê livre, sem a quebra do elo amoroso Dando-se em novo, do novo que se sente.
CLEIDEYAMAMOTO / BEIJA-FLOR
OBRIGADO AMIGA POR ESTE MOMENTO...
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