
A Miosótis
Data 27/07/2007 12:43:28 | Tópico: Contos -> Infantis
| Esta história já tem muito tempo Mas nunca foi esquecida Pois contou-me o próprio vento Na sua voz cheia de vida:
Era nessa altura O tempo da criação E a terra, antes dura, Desabrochou de contentação!
Brotaram botões Do baço chão, De mil formas e colorações Que a Deus demonstraram a gratidão.
Deus tão formosas as achou Que a dar-lhes nomes principiou: “A ti dar-te-ei o nome de Rosa Serás a flor do amor, Vermelha e viçosa, Levarás também a promessa da dor”
“Tu serás a Margarida Dos prados a mais brilhante Serás a flor querida, E na primavera sempre deslumbrante!”
E assim continuou A uma, Violeta chamou, A outra deu o nome de Dália Mas, na confusão, de uma se esquecia:
“Não me esqueças!” Acabou a flor por pedir Já estava lavada em pranto A pobrezinha! Mas a sua voz era tão fininha, Que Deus não a conseguiu ouvir.
Por fim, Ele terminou! Mas eis que ouve alguém clamando E, dando-lhe atenção, assim a consolou:
“Minha pequenina, não pereças, Já não tenho nome para ti, Mas chamar-te-ás “Não me Esqueças” O azul do céu terás Assim como o branco da paz; Os vivos consolarás E os mortos acompanharás.”
Agora escuta o que o vento diz: “Assim nasceu a flor azul e branca Tão linda, De seu modesto nome Miosótis.” Estando esta história agora finda.
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