
De morte se morre aos pés de um verdugo
Data 07/05/2010 22:10:41 | Tópico: Poemas
| O feroz, de machado nas mãos, Apresenta-se como algoz Aos meus e teus irmãos Que, imóveis por medo atroz, Se sentaram ao lado de um cesto de cabeças... E muitas lá estavam com olhos, línguas e tranças Tão inertes como a inércia das lembranças.
O feroz, de peito feito Impõe-se sem voz E com movimento de respeito, À urgência de afastar o nós do vós... Nós de forma decepada ou pendente Vós de forma rainha ou importante.
Olhos e olhos esbugalhados E cordas vocais a saltar aos molhos Lá vão agraciando todos os decepados Com desconcertados urros, Achaques do fundo dos curros, Ou atropelos atirados aos murros... Enfim, tudo o que chega de todos os lados.
E assim Morram, morram, morram Que de morrer se faz a vida plebeia, Cheia, cheiinha de mórbida vontade feia Chegada em orlas com fins de negro.
Valdevinoxis
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